O II Concilio do Vaticano abriu uma "nova era" e "pôs fim a uma época tridentina, se não mesmo constantiniana, apesar da atribulada receção", disse à Agência ECCLESIA o bispo português, D. Carlos Azevedo, ao comentar a reunião magna convocada pelo Papa João XXIII.
Neste ano, que agora começa, a Igreja vai celebrar três datas que marcaram a década de 60 no século passado: a publicação da encíclica «Pacem in Terris»; a morte de João XXIII (1881-1963) e consequente eleição de Paulo VI (1897-1978); e a promulgação da constituição conciliar «Sacrosanctum Concilium».
O arcebispo de Lourenço Marques (Moçambique), D. Custódio Alvim, e o arcebispo de Évora, D. Manuel Trindade Salgueiro, foram os primeiros padres conciliares portugueses a discursar na I sessão do II Concílio do Vaticano que decorreu de 11 de outubro a 08 de dezembro de 1962.
No discurso de encerramento (08 de dezembro) dos trabalhos da primeira sessão do II Concílio do Vaticano, o Papa João XXIII agrupou as suas considerações em três pontos: «Os primeiros tempos do Concílio»; «O prosseguimento dos trabalhos» e «Frutos do Concílio».
No início do II Concílio do Vaticano, a Igreja portuguesa ultrapassava as fronteiras atuais e abrangia territórios – agora independentes – noutros continentes. Algumas prioridades de bispos portugueses além fronteiras.
Os dias foram extremamente preenchidos, mas neste artigo daremos destaque ao encontro do Papa que convocou o concílio, João XXIII, com os jornalistas. Dois dias depois do seu início (13 outubro) cerca de 800 profissionais da comunicação foram recebidos – na Capela Sistina - pelo Papa. “Vós sois meninos que ensinais os doutores” foi com esta expressão «ternurenta» que João XXIII se dirigiu aos jornalistas, aludindo, possivelmente, ao episódio da vida de Cristo, perdido e achado por seus pais no templo de Jerusalém.
No início do II Concílio do Vaticano (11 de outubro de 1962), o bispo do Funchal referiu que a diocese onde exercia o seu múnus pastoral tinha “muitos problemas de ordem pastoral”. Para D. David de Sousa, a diocese do Funchal necessitava de “maior capacidade para admissão e aproveitamento das vocações” tanto no seminário maior como no seminário menor.