Numa entrevista concedida há 50 anos ao Boletim de Informação Pastoral (BIP), D. António Ferreira Gomes, bispo do Porto e membro da Comissão Conciliar dos Seminários e Estudos do II Concílio do Vaticano, realçava que “nem sempre os períodos de abundância de clero foram os melhores; quase sempre, o prefácio dos piores”.
Na altura do início (11 de outubro de 1962) dos trabalhos do II Concílio do Vaticano, o cardeal patriarca de Lisboa, D. Manuel Gonçalves Cerejeira, afirmou ao Boletim de Informação Pastoral (BIP) que as maiores preocupações pastorais da Igreja passavam pelo «levar a mensagem evangélica ao coração do mundo».
Através do Motu Proprio «Apropinquante Concilio», o papa João XXIII promulga o regulamento do II Concílio do Vaticano e nas normas sublinha-se que constituem o concílio, juntamente com o Papa, os bispos e as outras pessoas convocadas e a todos «se dá o nome de padres do concílio».
Na alocução de abertura do II Concílio do Vaticano, o Papa João XXIII revela que o principal objetivo deste acontecimento eclesial é que o “sagrado depósito da doutrina cristã seja guardado e apresentado de forma mais eficaz”.