O II Concílio do Vaticano “não tem outro fim senão, mostrar ao mundo atual o verdadeiro rosto da Igreja”, escreveram os bispos portugueses na Pastoral Coletiva sobre o Concílio, datada de 2 de julho de 1962.
Com data de 1 de julho de 1962, o Papa João XXIII publica a encíclica «Paenitentiam Agere» onde convida os cristãos à penitência pelo II Concílio do Vaticano.
Para D. Sebastião Soares de Resende, bispo da Beira (Moçambique), o II Concílio do Vaticano levará a Igreja a adaptar-se às “circunstâncias de tempo e de lugar para que mais eficazmente ela realize a sua missão”
A Rádio Renascença, emissora católica portuguesa, criou em finais de abril de 1962 um programa semanal sobre o II Concílio do Vaticano, transmitido todas as quintas-feiras, às 20h15.
O bispo de Portalegre-Castelo Branco, D. Agostinho de Moura, publicou – com data de 17 de maio de 1962 – uma exortação pastoral sobre o II Concílio do Vaticano onde apelo ao empenho de todos para colocar a diocese em “estado de concílio” e cria para tal uma comissão diocesana pró-concílio e uma sub-comissão de elucidação e de doutrinação.
Perante o “ataque frontal contra Deus” e qualquer ideia de transcendência da vida humana, o II Concílio do Vaticano “será a mais expressiva afirmação de Deus registada neste século”, escreveu D. Florentino de Andrade e Silva, administrador apostólico da diocese do Porto, numa carta pastoral datada de 31 de maio de 1962.