O espírito do «Pacto das Catacumbas» guiou algumas das melhores iniciativas cristãs das últimas décadas e teve alguma - não tanto como se esperava - repercussão no universo católico. O texto assinado pelos cerca de 40 bispos nas catacumbas de Domitila (Itália-Roma) foi um guião de vida para Alfredo Bruto da Costa, falecido a 11 deste mês com 78 anos.
No semanário «Voz Portucalense», o padre Álvaro Madureira escreveu que os cristãos "não são seres parados, à espera de quem lhes venha bater à porta: São anunciadores dinâmicos da palavra". No entanto, com o decorrer dos tempos, "com a instalação em bons lugares, com o acomodamento a situações criadas, amoleceram muitos, que somente conhecem a lei do menor esforço"
Apetece respigar algumas frases desta obra sobre esta figura notável do clero do Porto. "Um mestre que não morreu"; "O Dr. Madureira foi na escola de Teologia do Seminário do Porto, quer pelo saber, quer pelo carácter emblemático da sua exemplaridade, um dos professores mais luminosos e mais marcantes de sempre"; "Era um homem inteligente, justo e tolerante, no discurso e na vida".
Se nos séculos passados as missões desempenharam um papel essencial na evangelização dos povos e na divulgação do Evangelho, hoje, em pleno século XXI os missionários devem ser os verdadeiros protagonistas neste mundo global.
A emoção provocada nos meios conciliares pela intervenção do Papa Paulo VI "interditando" o concílio de debater publicamente o celibato dos padres e pela publicação no jornal «Le Monde» do esquema de intervenção de monsenhor Koop, bispo de Lins (Brasil), deixou alguma intranquilidade nos padres conciliares.
Perante a pergunta: Como fazer? O padre António Serrão lançou este repto que "ele próprio chamou de «ideia maluca»: Porque não tentar provocar qualquer coisa um pouco à maneira de um sínodo".
D. Sebastião Soares de Resende foi sagrado bispo da Beira em 1943, no aniversário da sua tomada de posse na diocese moçambicana (8 de Dezembro) dirigia uma pastoral ao seu rebanho "sempre repleta de conteúdos doutrinários e incidindo muitas vezes em apetos concretos que denunciavam injustiças e deficiências".
No dia do encerramento das jornadas nacionais de comunicação social, que decorreram em Fátima e subordinadas ao tema «Pensar a comunicação na Igreja Católica em Portugal» uma figura da igreja portuguesa merece ser recordada na área da comunicação social: D. Manuel Franco Falcão.
O bispo de Metz (França), D. Paul Joseph Schmitt, em nome de setenta bispos, fez referência às virtudes do mundo moderno e "deu-lhe graças por ter contribuído para uma melhoria da Igreja".
"Todos o conhecem como o intransigente defensor da ortodoxia doutrinal; poucos sabem das suas virtudes de simplicidade e humildade que as classes pobres do Trastevere de Roma tanto apreciam", escreveu D. Francisco Rendeiro. Mas como o cargo "incomodava muita gente, o cardeal Ottaviani foi vítima do seu cargo", referiu.