A votação definitiva da declaração sobre a Liberdade Religiosa foi feita a 19 de novembro de 1965. O II Concílio do Vaticano (1962-65) entrava na reta final... Esta votação foi feita cerca de mês depois da do capítulo sobre os judeus (esquema sobre as religiões não cristãs) é um dos momentos que entrou nos anais deste acontecimento magno convocado pelo Papa João XXIII.
É um nome incontornável da história do catolicismo do século XX. Faleceu, no passado mês de outubro, o cardeal eslovaco Ján Chryzostom Korec, com 91 anos. Este bispo emérito de Nitra foi testemunha da dramática época das perseguições do regime na então Checoslováquia e conheceu o cárcere e o isolamento.
Quando faltam poucos quilómetros para o encerramento da maratona conciliar, os documentos começam a surgir com mais frequência. Os trabalhos começaram em 1962 com o Papa João XXIII e encerraram em 1965 com o Papa Paulo VI.
Com o aproximar do encerramento do II Concílio do Vaticano (1962-65) convém recordar a disposição e a forma dada à nave central e aos espaços da Basílica de São Pedro. As arcadas laterais, por cima das tribunas elevadas que nelas ficam encastradas, foram tapadas com grandes panejamentos para delimitarem o espaço da sala.
Quando estamos a dois passos do encerramento do Sínodos dos Bispos, dedicado às questões da família, convém recordar que foi o Papa Paulo VI que anunciou a criação desta instituição.
Um dos padres conciliares portugueses, D. Francisco Rendeiro, que participou nas quatro sessões desta assembleia magna (1962-65) escreveu cartas com frequência aos diocesanos do Algarve que eram publicadas semanalmente no jornal «Folha do Domingo».
O dominicano, padre Dubarle, conhecido pelas suas posições moderadas declarou que «A Igreja ainda não se libertou duma teologia da guerra justa, conveniente talvez no século XIV, mas nunca, em todo o caso, nos dias de hoje».
O manifesto dos 101 católicos teve um importante impacto na vida política, não só pelo claro apoio manifestado pela primeira vez à oposição, por setores católicos, como congregar nomes que já assumiam (ou viriam a assumir) relevo na nossa sociedade.
Quando se aproximava o início da IV sessão do II Concílio do Vaticano, faleceu D. Manuel Trindade Salgueiro, arcebispo de Évora, com 67 anos de idade. Este bispo, natural de Ílhavo, foi um dos participantes portugueses na assembleia magna convocada pelo Papa João XXIII e continuada por Paulo VI.
O teólogo dominicano, frei Bento Domingues, que todos os domingos nos presenteia no jornal «Público», um comentário sobre a realidade eclesial salienta, no artigo da revista «Brotéria», que os documentos conciliares são o fruto de muitas reflexões de "alguns pioneiros que sofreram e lutaram no meio de angústias e incompreensões"