Comunicado Final
De 10 a 12 de Junho de 2004, e tendo como objectivo principal “Testemunhar a Esperança, Construindo um Mundo mais Justo e Humano”, reuniu no Centro Sócio - Pastoral da Diocese de Viseu, o XII Congresso Nacional da LOC/MTC (Liga Operária Católica / Movimento Trabalhadores Cristãos).
Estiveram presentes cerca de duzentos delegados e participantes, oriundos das diversas Dioceses do Continente. Presentes, igualmente, delegações de movimentos congéneres da LOC/MTC, filiados no Movimento Mundial dos Trabalhadores Cristãos, vindas de Espanha, França e Alemanha, bem como representantes de grupos portugueses da LOC/KAB da Diocese de Aachen (Alemanha).
Marcaram, ainda, presença no Congresso representantes de algumas organizações da sociedade civil e da Igreja, das quais se destaca a JOC (Juventude Operária Católica), Pastoral Operária, Religiosas em Mundo Operário, CNASTI, Comissão Nacional Justiça e Paz, Base-Fut, CGTP e UGT.
De destacar a presença assídua de Monsenhor Sílvio Duarte Henriques em representação do Bispo eleito da Diocese.
A sessão de abertura foi presidida pelo Sr. D. António Maria Carrilho, Presidente da Comissão Episcopal do Apostolado dos Leigos e teve a presença de representantes do Sr. Governador Civil e do Presidente da Câmara Municipal de Viseu.
Na sua intervenção, o Sr. D. António Carrilho referiu a importância que a LOC/MTC representa para a Igreja, enquanto Movimento de Acção Católica, inserido no Mundo do Trabalho, salientando o papel que o Movimento tem desenvolvido na divulgação da Doutrina Social da Igreja e na defesa da dignidade da pessoa humana.
O Documento de Orientação do Congresso, preparado há cerca de um ano nas diversas instâncias do Movimento e aprovado pela Equipa Nacional, aborda e analisa as realidades mais marcantes da vida da Classe Trabalhadora em Portugal, de que se destaca o desemprego e as diversas formas de precariedade existentes, bem como a perda dos direitos sociais, e a acentuada degradação do regime de protecção social, sem esquecer as consequências que daí resultam para as famílias portuguesas.
Frei Bento Domingues procedeu ao aprofundamento e análise da realidade retratada nesse Documento, salientando os riscos e os desafios que dela resultam para a sociedade e para a Igreja e, de forma especial, para a LOC/MTC e para os Movimentos Sociais.
Em plenário e trabalho de grupos, os Congressistas elaboraram, discutiram e aprovaram um plano de acção, a concretizar no triénio 2004 / 2007 e que contempla os seguintes Campos de Acção Prioritários:
• Agir por um trabalho justo, digno e reconhecido para todos.
• Promover e defender os direitos sociais/Partilhar as riquezas/Humanizar a economia.
• Valorizar a família/Exigir um ensino de qualidade.
• Pugnar por um desenvolvimento humano e sustentado/Globalizar a solidariedade.
Ainda no âmbito do Plano de Acção foram aprovadas algumas recomendações a levar à prática no interior do Movimento e foram aprovadas duas Moções sobre:
• A Saúde em Portugal
• Por uma Europa dos cidadãos, mais social, mais solidária e construtora da Paz
Foram reeleitos o Coordenador Nacional, António Pereira Sousa Soares, da Diocese de Lisboa, e a Vice-Coordenadora Maria Virgínia Costa e Sousa, da Diocese do Porto, que, assim continuam em funções por mais três anos.
O Sr. D. José Policarpo, Cardeal Patriarca de Lisboa, esteve presente no Congresso, tendo presidido à Celebração da Eucaristia e dirigido uma mensagem aos Congressistas, em nome da Conferência Episcopal Portuguesa, de que é Presidente.
Nessa mensagem manifestou o seu apreço pelo trabalho da LOC/MTC, considerando que, para um Movimento como este, com uma longa história, é mais importante projectar o futuro do que limitar-se a fazer memória do passado e incentivou os militantes a agir na sociedade, preservando sempre a sua maneira original de intervir.
Na sessão de encerramento intervieram os Coordenadores Nacionais e o Assistente Nacional, bem como Mons. Silvio Duarte Henriques, em nome da Diocese de Viseu. Todos incentivaram os presentes a porem em prática o Plano de Acção, aprovado no Congresso.
Viseu, 12 de Junho de 2004
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