Documentos

Universitários portugueses de Comunhão e Libertação criticam reacções à nomeação de Rocco Buttiglione

AAVV
...

«Por ser católico, nada mais»

Assiste-se no Parlamento Europeu a uma reacção generalizada à nomeação de Rocco Buttiglione como comissário Europeu para a pasta da “Justiça, Liberdade e Segurança”. O Partido Socialista Europeu ameaça chumbar a indicação de Durão Barroso para este cargo, com base nas declarações de Rocco Buttiglione de que era católico e, como tal, contrário ao matrimónio gay e uma ideia de feminilidade que não contemple o papel natural de mãe de família. A formação católica de Buttiglione parece ser o mote da discórdia: ainda que escolhido pelo Primeiro Ministro italiano, enquanto Chefe de um Governo maioritário confirmado nas urnas, a esquerda liberal europeia considera que o filósofo não deve ocupar este cargo. É impressionante o laicismo exacerbado que domina a sociedade actual: um Facto Histórico, um Acontecimento, a Presença de um Homem, que é motivo último da vida, Jesus Cristo, parece uma ameaça à “Justiça, Liberdade e Segurança” do Mundo. Como declara um cardeal do Vaticano no “Le Monde”, assemelha-se esta reacção a uma nova e requintada Inquisição, que pretende calar as vozes católicas do panorama europeu. Uma experiência que nos enche o coração e responde totalmente às nossas exigências, que tem um Rosto que nos sustenta hoje, é para gritar ao mundo todo. Não seria justo que Buttiglione calasse o critério que determina a sua vida, e por isto é considerado perigoso! Num tempo em que tanto se fala da liberdade religiosa e de lutas pela igualdade, o fundamentalismo anticatólico afirma-se, está “na moda”: quando o filme “A Paixão de Cristo”, de Mel Gibson, esgotou bilheteiras, mesmo sendo um filme quase na sua totalidade com fundamentos históricos, alguns ambientes judaicos criticaram o realizador, dizendo que aquela maneira de contar a História era escandalosa – mas a História são factos... Já com o recente best-seller “O Código Da Vinci”, toda e qualquer reacção católica à falta de amor à Verdade, à farsa protagonizada por Dan Brown foi e é rotulada de integrismo e mentalidade fechada. Hoje o mundo precisa e pede soluções. Pede-as mas recusa a resposta de pessoas como Buttiglione que, fiel à sua experiência de Homem e não agarrado a uma ideologia, vive um olhar diferente para o outro que está diante de si. Por ser católico, nada mais. Universitários de Comunhão e Libertação


Europa