A iniciativa tem o apoio de Pat Cox, Romano Prodi e Bertie Ahern
Mais de 300 peregrinos, entre políticos, jornalistas escritores e artistas da UE, a que se juntam os delegados nomeados pela COMECE, irão ser desafiados a comprometer-se pessoalmente na construção da UE, que entra numa importante fase da sua história. Todos eles marcarão presença, de 17 a 21 de Abril, na peregrinação da Comissão de Episcopados da União Europeia (COMECE) a Santiago de Compostela, que em 2004 vive um Ano Santo.
“A ideia surgiu porque 2004 é um ano Jubilar e é um ano histórico para a União Europeia, pela adesão de novos estados-membros, que representa a reconciliação política na Europa”, afirma à ECCLESIA John Coughlan, assessor de imprensa da COMECE.
“Santiago 2004, no caminho para a esperança” celebra, pois, a unificação do continente com a adesão de 10 novos países à UE. “Visto que é um acontecimento não só religioso, como político, esperamos que o Presidente da Comissão Europeia e do Parlamento Europeu também participem”, avança John Coughlan.
Os Bispos europeus manifestaram a sua convicção de que é tempo de “aprofundar a dimensão espiritual da Europa”, pelo que esta peregrinação pretende ser um “sinal”. A COMECE convidou também representantes de outras confissões cristãs, para que a reunificação política da Europa se traduza, também, numa “comunhão cada vez mais estreita entre as forças espirituais e religiosas do continente”.
A peregrinação será seguida de um congresso teológico sobre o significado da integração europeia para a fé cristã, que decorrerá de 21 a 24 de Abril próximos.
“Peregrinar é qualquer coisa de simbólico, é uma questão de viver juntos durante alguns dias. No fim temos este congresso para a reflexão”, explica Coughlan.
A iniciativa tem o apoio dos líderes de três grandes instituições da União: Pat Cox, presidente do Parlamento Europeu; Romano Prodi, presidente da Comissão Europeia; Bertie Ahern, primeiro-ministro irlandês, que se encontra na presidência do Conselho Europeu no primeiro semestre deste ano. Giscard d’Estaing também marcará presença, após a polémica em torno da referência ao Cristianismo na futura Constituição da UE, dado que todo este programa celebrativo pretende “recordar como a religião pode ser uma força da unidade na Europa”, de acordo com o assessor de imprensa da COMECE.