Rio 2016: Centro inter-religioso na Aldeia Olímpica
Responsáveis de cinco religiões definiram funcionamento do espaço
Rio de Janeiro, Brasil, 23 jun 2016 (Ecclesia) - O comité organizador dos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos de 2016, no Rio de Janeiro (Brasil), reuniu-se com representantes de cinco religiões para definir o funcionamento do centro inter-religioso na Aldeia Olímpica.
"É muito bom ver o Rio de Janeiro como um povo acolhedor, onde as religiões se entendem", disse o cardeal Orani João Tempesta, arcebispo do Rio de Janeiro, após o encontro desta quarta-feira com Carlos Nuzman, presidente do ‘Comitê Rio 2016’.
O padre Leandro Lenin, coordenador do centro inter-religioso do Rio 2016, explicou que o encontro vai ter uma sala para cada religião: cristianismo, judaísmo, budismo, hinduísmo e islamismo (esta última com uma sala extra para mulheres).
Haverá ainda um espaço misto de aconselhamento e o segundo piso será um ambiente de convivência.
Em nota divulgada pelo site oficial do Jogos Olímpicos 2016 adianta-se que cada capelão vai ter um “guia”, para explicar aspetos básicos do centro.
"O atleta precisa de ter alguém com quem se alegrar na hora da vitória, mas também precisa do ombro amigo na hora que perceber que alguma coisa não foi bem. E igualmente precisam de um espaço para a prática de sua fé", disse o padre Leandro Lenin.
A Arquidiocese do Rio de Janeiro (Igreja Católica) convidou representantes de outras religiões para apoiar o projeto ‘Meu Lugar no Rio’, plataforma que permite aos moradores da cidade-sede dos Jogos receber voluntários em sua casa.
"Como os Jogos Olímpicos são um evento laico e desportivo, é interessante que diversas religiões abram as portas das suas casas também para os voluntários", assinalou D. Orani Tempesta, arcebispo do Rio de Janeiro.
Entre os presentes, estavam o rabino Elia Haber, o monge budista Jyun Sho Yoshikawa, o teólogo muçulmano Jihad Hammadeh e Raga Bhumi Devi Dasi, pioneira do movimento Hare Krishna no Brasil.
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