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Ucrânia: Secretário de Estado do Vaticano destaca Igreja «minoritária», «aberta num contexto de pluralidade e liberdade religiosa»

Agência Ecclesia
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RV/OR
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D. Pietro Parolin é representante e mensageiro da solidariedade do Papa ao povo ucraniano

Cidade do Vaticano, 21 jun 2016 (Ecclesia) – O secretário de Estado do Vaticano elogiou a Ucrânia como um “rico de expressões culturais” que precisa de abrir-se “a horizontes cada vez mais vastos”.

D. Pietro Parolin encontrou-se com seminaristas de rito latino, este domingo, e destacou que a Ucrânia é um país “rico de expressões culturais, reflexo de várias identidades étnicas, nacionalidades e tradições religiosas”.

A Rádio Vaticano divulga que o enviado do Papa constatou que a Igreja é “minoritária” mas está “bem radicada em todas as regiões” onde se sente parte, estando “aberta a todos num contexto de pluralidade e liberdade religiosa” que “enriquece a proposta eclesial” e não favorece “o proselitismo”.

A presença histórica da Igreja e uma realidade “em evolução” de “miscigenação cultural” requer de seminaristas e formadores um estudo rigoroso do passado, das raízes a “um conhecimento claro, documentado e aprofundado do contexto cultural” da Ucrânia hoje.

D. Pietro Parolin explicou aos seminaristas de rito latino da Ucrânia que o país precisa deles para abrir-se “a horizontes sempre mais vastos”.

“Um nacionalismo exasperado, que interpreta a si mesmo como única autêntica representação da identidade nacional, na realidade é fruto de um complexo de inferioridade que não sabe aceitar a multiformidade, instrumento extraordinário de crescimento”, desenvolveu o responsável religioso pedindo aos seminaristas que “jamais” cedam “à tentação” de se fecharem “num gueto”.

No âmbito pastoral, o cardeal italiano disse ainda aos estudantes que devem procurar as pessoas, “frequentá-las, ouvi-las pacientemente e sabiamente aconselhá-las”, saindo de casa e indo ao encontro dos que “buscam o rosto de Deus e ainda não O tenham conseguido encontrar na Igreja”.

O secretário de Estado do Vaticano pediu ainda que o celibato não seja “um peso” para os seminaristas nem para os outros, “que sofrerão as consequências das frustrações”.

“Eduquem a afetividade de vocês, sem medo das provações e da fraqueza, mas com grande transparência e verdade”, acrescentou.

Antes do encontro com os seminaristas de rito latino, D. Pietro Parolin evocou a ação do Espírito Santo durante a celebração de Pentecostes da Igreja greco-católica.

“Invoquemos ao Espírito Santo grande artífice de paz que ponha fim a todo ódio e rancor entre os que habitam esta terra amada por Deus”, disse, este domingo, em Leópolis, no oeste da Ucrânia.

Esta segunda-feira, o secretário de Estado da Santa esteve na capital da Ucrânia, Kiev, onde visitou o sacrário do Soldado desconhecido e depois encontrou-se com pobres assistidos pelos Oblatas de Maria Imaculada, na concatedral de Santo Alessandro, informou a emissora do Vaticano.

CB