Nacional

A chama vocacional na Guarda

Luís Filipe Santos
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Há cinquenta anos uma ordenação sacerdotal era uma acontecimento normal. Hoje, as dioceses vivem uma crise vocacional e um neo-sacerdote é sempre bem vindo. “Um grande momento de esperança†porque “sabemos que o futuro da Igreja depende muito das vocações†– disse à Agência ECCLESIA D. Manuel Felício, bispo da Guarda, depois da ordenação presbiteral de Manuel Valente e da ordenação diaconal de Ângelo Martins. Esta diocese recebeu mais um padre e um diácono no dia 3 de Julho. Quando o apelo é feito “as nossas terras ainda são capazes de responder afirmativamente†– referiu o prelado. Numa terra que continua “a sangrar muito†e onde algumas freguesias não têm pastor, D. Manuel Felício salienta que “é preciso apostar nestas terras e acreditar nelasâ€. Os jovens marcaram presença na celebração da ordenação e o prelado aproveitou para fazer um “apelo Kerigmáticoâ€. Quando “não há referências†e “padres que coloquem entusiasmo na pastoralâ€, os jovens “não avançam†– disse. Para que as vocações voltem a crescer, o bispo da Guarda refere que é necessário “cuidar do nosso Pré-seminário†e levar a chama vocacional a todas as comunidades paroquiais e aos agentes pastorais que estão no terreno. “Um catequista, um padre, um Ministro Extraordinário da Comunhão tem que ser um promotor vocacional†– acentua. Esta diocese caminha também na formação de diáconos permanentes. No próximo ano “serão ordenados os primeirosâ€. Os membros do conselho Presbiteral da diocese da Guarda analisaram o documento sobre as visitas pastorais proposto por D. Manuel Felício, e destacaram positivamente esta proposta para “um novo modelo de visitas pastoraisâ€. “A sua necessária adaptação às realidades dos vários arciprestados; A importância dos Serviços Diocesanos na preparação das Visitas Pastorais, preparação que deve ter sempre em conta as dimensões da vida da comunidade cristã: a evangelização, a liturgia e a caridade†– refere o comunicado do Conselho Presbiteral. Com o novo modelo de visitas pastorais, a seta fica apontada preferencialmente aos jovens. “Um sector e preocupação que temos sempre em primeiro lugar†– afirmou o prelado. Apesar das dificuldades, D. Manuel Felício não desanima e realça que temos nichos muito bons que atraem jovensâ€. E cita um exemplo: “A zona da Covilhãâ€.


Diocese da Guarda