A partilha gera solidariedade LÃgia Silveira 10 de Agosto de 2006, às 12:06 ... Cáritas Portuguesa entrega casas a famÃlias desalojadas pelos incêndios Realiza-se amanhã a entrega de quatro casas a famÃlias, no municÃpio de Ourém, que perderam as suas habitações nos incêndios do ano passado. Resultado do trabalho da Caritas Portuguesa, através das suas campanhas de solidariedade, o Presidente desta instituição, Eugénio da Fonseca, em declarações à Agência ECCLESIA, manifesta a generosidade e solidariedade dos portugueses. Não esquecendo que estas acções de solidariedade resultam de tragédias que urgem ultrapassar, Eugénio da Fonseca afirma que estas situações podiam “ser significativamente minoradas com o compromisso de todos os portugueses para evitar que os fogos aconteçam.†No entanto, afirma que “das desgraças se podem tirar ilações positivas e à volta destas tragédias se congregou a solidariedade do portugueses. A Caritas, é grata pela confiança que depositam em nós enquanto instituição ao serviço da Igreja.†Tendo como objectivo uma linha de acção muito concreta, a Caritas procura â€prestar solidariedade e conforto, garantir que as pessoas não ficam isoladas nos seus problemas e procurar parcerias que gerem soluções.†Eugénio da Fonseca elogia o esforço das câmaras municipais, dos serviços da segurança social e dos próprios governos civis, que “foram parceiros privilegiados e deram uma grande colaboração.†Partilha de resultados “Devem, primeiro, ser ajudadas as famÃlias com menores recursos económicos. Prestamos auxÃlio em bens de primeira necessidade, nomeadamente nas habitações, e só depois em outros equipamentos. Procuramos uma gestão cuidada dos recursos que são postos à nossa disposiçãoâ€. É esta a atitude da Caritas Portuguesa, a aplicação das verbas e transparência desta aplicação. Daà a necessidade de partilhar resultados com todos. “Muitas vezes põe-se mais enfoque na tragédia do que na solução encontrada†lamenta o Presidente da Caritas, “acho que isto é de valorizar para que todos se sintam confiantes e entusiasmados a ser mais solidárias. As pessoas têm direito de saber onde as verbas são aplicadas.†Cultura de impunidade O Presidente da Caritas Portuguesa elogia as medidas governamentais tomadas recentemente para o combate aos incêndios mas destaca uma “cultura de impunidade que se instala†quando se chega a estabelecer uma época de incêndios. Manifesta ser cedo para avaliar resultados, uma vez que o Verão ainda está a meio, mas “reconheço que as medidas e a atenção prestada por parte dos governos central e local, tem produzido efeitos†no entanto, insuficientes. â€Investir numa parceria mais abrangente com as instituições locais, envolver as próprias forças armadas, trabalhar ao longo do ano e não só nesta época especÃfica são passos que se podem dar.†Dando especial importância também à consciência individual de cada um “pois, a solução dos problemas passa também pelo esforço de cada pessoa.†Violência gera violência Sobre o assassinato de trabalhadores de organizações humanitárias ocorridos recentemente no sul do LÃbano, no Darfur (Sudão) e no Sri Lanka, o Presidente da Caritas Portuguesa manifesta o seu pesar sobre uma situação que considera “incompreensÃvelâ€. Recordando que esta não é uma situação nova, uma vez que ao longo da História são muitos os exemplos de mártires, “ espero que o sangue derramado possa ser gerador de maior diálogo, compreensão e paz nessas zonas turbulentas e que essas vidas que foram imoladas sejam exemplo para muitos outros†finaliza. Caritas Share on Facebook Share on Twitter Share on Google+ ...