Logo às dez horas e quinze minutos, início da celebração do Terço, e depois até
à hora da Procissão, foram aproximando-se da Capelinha das Aparições as centenas de
fiéis que se preparavam para acompanhar Nossa Senhora de Fátima até à Basílica, local
onde este mês foi celebrada a Eucaristia mensal do dia 13.
Mesmo em frente ao altar do Recinto a procissão dividiu-se. Um grupo de
sacerdotes e de fiéis passou pelo lado esquerdo do altar e o outro grupo acompanhou a
imagem da Virgem, pelo lado direito.
À entrada da Basílica, do lado esquerdo para quem entra no templo de oração,
num painel com fundo amarelo, uma frase a letras brancas chamava a atenção do
peregrino: “Com Cristo eu quero ressuscitar para a vida eterna”.
Chegados à Basílica, teve início a Missa, presidida pelo Bispo da Diocese de
Leiria-Fátima, D. Serafim Ferreira e Silva, e concelebrada por 25 sacerdotes. O espaço
ficou repleto. As portas frontais foram abertas e muitos peregrinos acompanharam a
Eucaristia no exterior. No final, foram contabilizadas 2.500 pessoas, das quais 1.348
comungaram.
Na homilia, D. Serafim lançou aos presentes um convite à conversão e, mais
uma vez, pediu ajuda aos mais idosos, porque “precisamos dos velhos para manter e
comunicar os verdadeiros valores”. A todos, disse que a sociedade “precisa de muitos
crentes convictos e convincentes”.
Após uma saudação aos peregrinos vindos de Itália e de França, o prelado
relançou o apelo “à conversão pessoal e a trabalhar na conversão do mundo”. Chamou a
atenção para a necessidade da transformação dos instrumentos da guerra em
instrumentos de produção, partilha e paz. Sempre na certeza de que “a verdade está em
Cristo”.
Como Maria Madalena, que anunciou aos apóstolos “Eu vi o Senhor”, devemos
todos, disse D. Serafim Ferreira e Silva, procurar o rosto do Senhor, seja no rosto de
uma criança, num velho, num pobre ou num toxicodependente.