Nacional

Abrir avenidas com os anjos

Luís Filipe Santos
...

Manuela Silva abordou as figuras de três anjos: Anjo S. Gabriel («Anjo das boas notícias»), Anjo S. Miguel («Anjo do cuidado») e o Anjo S. Rafael («Anjo da companhia»)

Ao contrário do que “algumas pessoas suspeitam, a mística não é uma fuga para o além, um descolar do mundo real em que habitamos†– sublinhou, esta manhã, Manuela Silva, no Congresso Internacional “Figuras do Anjo revisitadas†que decorreu em Fátima, de 10 a 12 de Outubro. O «Aprender com os anjos a mística do quotidiano» - tema da conferência de Manuela Silva – está integrada na efeméride do 90º Aniversário das Aparições do Anjo aos três pastorinhos. Esta iniciativa pretendeu inspirar-se nas aparições para repensar, em registo de ciências humanas, da arte e da teologia, o possível significado actual da referência a figuras angélicas. Manuela Silva abordou, essencialmente, as figuras de três anjos: Anjo S. Gabriel, Anjo S. Miguel e o Anjo S. Rafael. Como vivemos num tempo de perplexidade, com demasiado ruído e confusão, a conferencista chamou ao Anjo S. Gabriel, o «Anjo das boas notícias». “Precisamos de «anjos» que nos tragam as boas notícias do que já está em curso com promessa de melhor presente e melhor futuro†– disse. E acrescentou: “O paradigma do anjo das boas notícias é, por excelência, o anjo S. Gabriel da anunciação a Mariaâ€. “Há que revisitá-lo e com ele aprender que o «impossível pode tornar-se possível»â€. Num mundo orientado pelo “individualismo perigoso†onde se procura apenas “o seu interesse singular mais imediato e oportunistaâ€, a conferencista frisou que são os «anjos do cuidado» que recordam que existe em nós “uma sentinela vigilante que deverá estar pronta a apontar os riscos de um trilho sem saídaâ€. E completa: “A figura do «anjo do cuidado» é, certamente, S. Miguel, o anjo do Senhor que está do lado de Deus combatendo pela integridade da sua Criaçãoâ€. São os «anjos do cuidado» que “denunciam mas também fazem propostas de vida alternativaâ€. Por último, Manuela Silva, ao fazer referência ao “mundo carente de mestres†mas, principalmente, de quem se torne próximo e se disponha a fazer caminho connoscoâ€, apontou o Anjo S. Rafael como o Anjo da Companhia. E finaliza: “Precisamos dos «anjos da companhia» que nos ajudem a enfrentar a nossa solidão intrínseca, a superar os nosso medos diante do esquecimento e da morte, a descobrir as avenidas da amizade e do amorâ€.


Fátima