Nacional

Agosto, mês jovem

Pe. Tony Neves
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Agosto vai ser um mês muito jovem. Serão muitos milhares os que, dos quatro cantos da terra, chegarão a Colónia, como outrora os Magos a Belém. Por isso, o lema das Jornadas Mundiais da Juventude será. ‘Viemos adorá-Lo’. É bom que se saiba que as relíquias dos Reis Magos são veneradas em Colónia. As jornadas mundiais da juventude são uma das heranças mais emblemáticas do Papa João Paulo II. Mesmo com a saúde debilitada, ele prometeu aos jovens que, se estivesse vivo, iria encontrá-los em Colónia. Talvez por isso, uma das primeiras decisões públicas de Bento XVI foi a do seu encontro com os jovens na Alemanha. Um pouco por todo o mundo, os preparativos para as Jornadas estão a ultimar-se. Há sempre o problema das distâncias e dos custos. Mas vemos jovens a usar toda a sua capacidade criativa para juntar o dinheiro suficiente para a viagem e a estadia. Mas, mais do que isso: há milhares de jovens que se preparam espiritualmente para que as jornadas sejam um momento de fé e crescimento em Igreja. Tive a oportunidade de viver as Jornadas Mundiais em Paris, em 1997. Mesmo com um calor de assar e uma opinião pública francesa muito pessimista, ultrapassou o milhão o número de jovens que se concentraram em Lonchamps para a Eucaristia de encerramento. Foi um momento único para muitos deste jovens que perceberam ali que não estão sozinhos nesta caminhada de fé. Houve uma experiência de fé partilhada e isto faz muito bem aos jovens. Aos que critiquem estes eventos, chamando-os de acontecimentos de massa, contrapõe-se o facto indesmentível de que, em coisas de Fé, o calor do grupo fazem muita falta. Fica a certeza (ou, pelo menos, a esperança) de que os jovens, como os magos, vão regressar por outros caminhos, ou, pelo menos, vão conhecer melhor os caminhos do Evangelho. Pe. Tony Neves, programa Igreja Lusófona (www.fecongd.net)


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