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Algarve: Bispo do Algarve lembrou os mártires de hoje na celebração do patrono da diocese

Agência Ecclesia
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Folha do Domingo
Folha do Domingo

Vila do Bispo, Faro, 23 jan 2016 (Ecclesia) – O bispo do Algarve, D. Manuel Quintas, presidiu esta sexta-feira à celebração do mártir São Vicente, patrono principal da Diocese do Algarve, e recordou os mártires de hoje.

“Sabemos como nos dias de hoje há tantos mártires, tanta gente que, por causa da sua fé, é martirizada e eliminada em diferentes partes do mundo”, afirmou na celebração da Eucaristia a que presidiu na igreja matriz de Vila do Bispo, município que tem também como patrono o diácono martirizado em Valência.

O prelado fez questão de esclarecer que não se referia apenas aos mártires católicos, refere o jornal diocesano ‘Folha do Domingo’.

“Quando digo mártires por causa da sua fé, não me refiro apenas aos ligados à Igreja Católica, mas a todos os cristãos que seguem Cristo, mesmo noutras Igrejas”, explicou, aludindo a “quantos são chamados a serem testemunhas de Cristo hoje, simplesmente porque encontraram na fé em Cristo e nos valores do evangelho a luz que ilumina e orienta, norteia e fortalece a sua vida”.

O bispo do Algarve destacou assim que “martírio não é apenas caraterística dos primeiros séculos do Cristianismo, mas de todos os tempos e lugares”.

D. Manuel Quintas deixou ainda claro o sentido da veneração dos santos na Igreja Católica, que é “sempre em alusão à pessoa de Cristo e aos princípios do Evangelho”, à “firmeza na fé”.

Na Missa, concelebrada por vários párocos do barlavento algarvio, D. Manuel Quintas lembrou ainda que o santo está “intimamente ligado” àquela região denominada como Costa Vicentina.

“Ele não nasceu aqui. Foi transportado de Valência (Espanha) para cá por aqueles que veneravam a sua relíquia”, contou, lembrando que Vicente “foi martirizado nos inícios do Cristianismo”.

Segundo a tradição, os restos mortais de São Vicente foram conduzidos, durante a progressiva ocupação muçulmana do sul peninsular, até ao cabo que viria a assumir o seu nome e a transformar-se, durante vários séculos, em lugar de peregrinação.

Para além de orago da Diocese do Algarve, São Vicente é também padroeiro do Patriarcado de Lisboa, onde se guardam algumas das suas relíquias.

Simbolicamente é representado por uma barca e um corvo, representação essa baseada na tradição de que em 1173 as suas relíquias foram conduzidas numa barca desde o Cabo de São Vicente, no Algarve, para Lisboa, a mando de D. Afonso Henriques e veladas durante todo o trajeto por dois corvos.

FD/OC