A propósito do Estudo do Instituto Nacional de Estatística (INE) sobre «Projecções de população residente em Portugal 2000 – 2050», a Associação Portuguesa de Famílias Numerosas (APFN) escreveu uma nota onde sublinha que “«o cenário base» é optimista, uma vez que prevê uma evolução deste mesmo índice para 1.71 em 2050, quando nada leva a pensar-se que possa haver um aumento da natalidade, como mostra o facto de o índice ter reduzido em 2001 e 2002”. Para a APFN, a chamada «falta de fecundidade» em Portugal “não é um defeito dos casais portugueses nem falta «falta de vontade»”. Não só eles desejam ter mais filhos, “como conseguem desde que residem fora de Portugal”. E aponta soluções: “implementem em Portugal as medidas que foram implementadas em França, para que os portugueses possam ter os filhos que desejam”.
A responsabilidade da actual e “previsível desastrosa situação demográfica”, como refere a Associação Portuguesa de Famílias Numerosas, é da “exclusiva responsabilidade dos governos dos últimos 20 anos” que têm ignorado sucessivamente os “inúmeros avisos que têm sido feitos”.
A situação só será ultrapassada se existir o objectivo de “retirar imediatamente todo o carácter anti-natalidade e anti-família existente na legislação portuguesa, por forma que todos os casais possam ter os filhos que desejam”.