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Apóstolo da comunicação

Luís Filipe Santos
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Papa beatifica Tiago Alberione no próximo Domingo

Apóstolo da comunicação Papa beatifica Tiago Alberione no próximo Domingo No próximo dia 27 de Abril será beatificado no Vaticano o Pe. Tiago Alberione, fundador da Família Paulina e um dos grandes responsáveis pela introdução dos Meios de Comunicação Social na Pastoral da Igreja. Este homem, nascido no dia 4 de Abril de 1884 em São Lourenço de Fossano, na Itália, desde muito cedo percebeu que a sua vida seria dedicada ao sacerdócio, tendo frequentado o seminário desde os 12 anos. Uma das experiências que o próprio relata a respeito deste tempo tem a ver com o encerramento do ano Santo de 1900: na noite de 31 de Dezembro, Alberione sentiu-se “profundamente obrigado a fazer qualquer coisa pelo Senhor e pelos homens do novo século, com quem iria viver”. Ordenado no dia 29 de Junho de 1907, esse momento de iluminação marca indelevelmente a sua vida sacerdotal e o Pe. Alberione colocou-se ao serviço da Igreja com novas formas e meios de apostolado, no espírito de São Paulo. O Cardeal Saraiva Martins, Prefeito da Congregação das Causas dos Santos, afirma que o Pe. Alberione quis sempre “servir o homem todo, para que em tudo seja salvo pelo Evangelho de Cristo”. Nesse carisma singular, continua o Cardeal, “a difusão de bons jornais, revistas, livros, filmes e programas radio-televisivos era o verdadeiro desafio para uma evangelização cada vez mais eficaz”. A tecnologia colocada ao serviço da evangelização, segundo a sua intenção original, permitiu perceber a dignidade da pregação “mediática”; é o cuidado pastoral que o levava sempre a tentar encontrar os meios mais rápidos para levar o Evangelho a cada pessoa. O Concílio Vaticano II, no qual participou silenciosamente entre 1962 e 1965, viria a consagrar no decreto “Inter Mirifica” a perspectiva de que os Meios de Comunicação Social são instrumentos de evangelização. Uma das intuições fundamentais da vida deste sacerdote era que o “trabalho de Deus deve ser feito por homens de Deus”. Por isso, a sua acção fica marcada pela fundação de 5 congregações, 4 institutos e uma associação laical (ver peça sobre a família paulista). Atento aos sinais dos tempos e dotado de uma profunda sensibilidade, como destaca D. Saraiva Martins, o pai da família paulista foi definido por Paulo VI na célebre audiência de 28 de Junho de 1969, como homem “humilde, incansável, sempre alerta” que deu à Igreja “novos instrumentos para se expressar, novos meios para dar vigor e fôlego ao seu apostolado, uma nova visão da validade e das possibilidades da sua missão no mundo moderno, com meios modernos”. O Pe. Alberione morreu em 26 de Novembro de 1971, confortado pela visita de Paulo VI, com a consciência de ter dado o melhor que tinha e deixando já então uma família com vários milhares de homens e mulheres que hoje continuam a sua missão.


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