Nacional

As encruzilhadas do Natal

Luís Filipe Santos
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Como estamos “numa encruzilhada da história podemos esperar o melhor e temer o pior†– sublinha a mensagem de Natal do bispo de Angra, D. António Sousa Braga. Perante este cenário ainda é possível celebrar o Natal? O prelado adianta que “não estamos propriamente em tempos de grandes sonhos e de projectos arrojados. Vivemos numa época, em que se acentua a tendência ao cinzento, em que é difícil promover mudanças de fundo, em que o objectivo de vida de muita gente é conseguir o bem-estar material, a nível pessoal e familiar, sem altos ideais, em que a economia tenta afogar a política... Vive-se o presente com angústia e encara-se o futuro com medo. Mas Deus visitou o seu povo e “veio na fragilidade de uma criança; virá glorioso no final dos tempos; vem continuamente ao nosso encontro, na singeleza dos sinais sacramentais, nomeadamente a Eucaristia, o Natal prolongado no tempoâ€. Por isso, viver o espírito de Natal “é acreditar que é possível a regeneração da humanidade†– finaliza o prelado açoriano


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