Nacional

As esperanças vocacionais da diocese de Beja

Luís Filipe Santos
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“A Igreja tem atravessado os séculos, umas vezes confiando mais (demais) em si do que no Mestre, outras vezes, humanamente fragilizada, mas interiormente renovada e abandonada nas mãos do Espírito Santo” – refere Pe. Manuel António Guerreiro do Rosário, Reitor do Seminário de Beja, na Mensagem para a Semana dos Seminários, a decorrer de 9 a 16 de Novembro. Olhando, porém, para o vasto campo que se abre diante da Igreja e “para o pequeno número daqueles que decidem jogar as mãos ao arado e começar a trabalhar, facilmente somos levados a concluir que existe uma crise a nível vocacional” – adianta o mesmo sacerdote Num mundo tecnologicamente evoluído, “com uma economia e um sistema de comunicação global, deparamos com pessoas cada vez mais isoladas no seu individualismo e subjectividade, com dificuldade de enveredar por um caminho de comunhão na caridade” – aponta D. António Vitalino, Bispo de Beja, na Mensagem para esta semana. Encontrar e aplicar métodos educativos, pedagogias, “é função da Escola”. Por isso - sublinha o bispo de Beja - no momento actual, mais que no passado, “os Seminários terão de ser cada vez mais casas e escolas de santidade”. Todas as afirmações “da nossa fé e as acções salvíficas, mesmo os sacramentos, exigem de nós uma aceitação e prática conscientes, a fim de sermos capazes de testemunhar as razões da nossa esperança”. E conclui: “Que este tempo aumente em nós a nostalgia da casa de família, a comunhão dos santos!”


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