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Aveiro: Bispo pede às famílias para serem mais solidárias

Agência Ecclesia
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Protagonismo dos católicos «não estava nem está na sua relevância social» mas na «radicalidade da vida»

Calvão, Aveiro, 21 mai 2012 (Ecclesia) – O bispo de Aveiro pediu este domingo às famílias da diocese reunidas em Calvão, Vagos, para acentuarem “o valor da generosidade, a capacidade de empenhamento social” e a solidariedade “com os que mais sofrem”.

Na homilia da missa, enviada hoje à Agência ECCLESIA, D. António Francisco dos Santos lembrou as famílias da diocese “que vivem momentos difíceis, seja pela rutura do amor e da fidelidade, seja pela provação trazida pela doença, pelo luto, pela falta de trabalho, pela violência, pela descriminação, ou pelas incertezas e apreensões diante do futuro”.

“O protagonismo das primeiras comunidades cristãs e das de hoje não estava nem está na sua relevância social” mas na conformidade aos mandamentos, afirmou durante a eucaristia da Festa Diocesana das Famílias, realizada no Colégio de Nossa Senhora da Apresentação, 250 km a norte de Lisboa.

O vigor do catolicismo depende da “radicalidade da vida cristã, celebrada em comunidade, das opções assumidas, em família, por amor”, de modo que “cada um e a Igreja no seu todo sejam sal da terra e luz do mundo, âncora e farol de esperança”, referiu.

A festa constituiu a oportunidade para que cada família volte a propor-se “as grandes razões da sua fé, da sua esperança e do seu amor, alicerces sólidos e imprescindíveis para a valorização do matrimónio e para o sentido cristão” da existência, apontou.

O prelado sublinhou que a família é “sinal da presença ativa de Deus, espaço abençoado onde florescem as vocações para a vida sacerdotal e consagrada”, além de constituir “testemunho do caminho de amor e de felicidade”, fatores que levam a Igreja a acentuar o seu “valor sagrado”.

No dia em que os católicos evocaram a ascensão de Cristo ao céu, D. António Francisco dos Santos pediu aos participantes para se abrirem ao diálogo “com todos aqueles a quem faltam razões ou não sentem coragem nem possibilidade para celebrar festa como família”.

RJM



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