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Bispo do Algarve espera novo dinamismo missionário após visita das relíquias de Santa Teresinha

Samuel Mendonça
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O Carmelo de Faro, no sítio do Patacão, tornou-se pequeno para acolher as largas centenas de fiéis que ali se deslocaram para prestar a sua veneração e oração à chegada das relíquias de Santa Teresinha do Menino Jesus. Às 17 horas em ponto chegava ao Mosteiro de Nossa Senhora Rainha do Mundo a carrinha, oriunda da diocese de Beja, transportando o imponente relicário com as relíquias da santa carmelita. À sua espera, além da multidão de cristãos anónimos, estava o vigário geral da diocese algarvia, o padre Firmino Ferro, em representação do Bispo diocesano, ausente em Fátima a participar na assembleia plenária da Conferência Episcopal Portuguesa. Transportadas para o interior da capela pelos membros do Motoclube de Faro, as relíquias de Santa Teresinha foram saudadas pelos cristãos algarvios com salvas de palmas e pétalas de rosa. “É com júbilo que a nossa diocese do Algarve dá as boas vindas às relíquias de Santa Teresinha”, foram as palavras com que o padre Firmino Ferro acolheu o relicário, antes do início da oração de vésperas. Já no decorrer da celebração, o vigário geral da diocese algarvia lembrou que “a Igreja sempre venerou as relíquias dos seus mártires e santos ao longo de toda a sua história”, acrescentando: “É importante que nós saibamos fazer memória das coisas boas que nos sucederam no nosso passado”. No entanto, esclareceu o padre Firmino Ferro, lembrando a Nota Pastoral dos Bispos portugueses a propósito desta visita, “as relíquias mais precisosas de Santa Teresinha são os seus escritos espirituais”. Na Eucaristia que se seguiu à oração de vésperas, o vigário geral e presidente da celebração, clarificou um dos objectivos da veneração. “Frente às relíquias de Santa Teresinha somos a contemplar a sabedoria de Deus expressa na sua vida”, afirmou, acrescentando que “Jesus foi para Santa Teresinha um Mestre com quem ela aprendeu a ciência do amor”. “Santa Teresinha viveu numa irradiação transparente que nos faz viver a necessidade interior de exercermos a nossa vocação baptismal, anunciando e vivendo da palavra de Deus e pondo a render os nossos dons e carismas ao serviço da comunidade e do bem comum. Hoje, com certeza Santa Teresinha intercede junto do Pai para um novo impulso missionário, tão necessário, para toda a Igreja, particularmente na nossa diocese do Algarve”, concretizou o padre Firmino Ferro. Também a madre superiora do Carmelo de Faro, a irmã Maria do Carmo, dirigindo-se aos presentes, Madre Maria do Carmo desejou “que este acontecimento fosse um despertar dos jovens para o amor de Deus”. Na celebração da Eucaristia esteve ainda presente o presidente da Câmara Municipal de Faro, José Apolinário. À noite, a vigília de oração promovida pelo Secretariado Regional da CIRP – Conferência dos Institutos Religiosos de Portugal, voltou a reunir na capela do mosteiro carmelita do Patacão muitas pessoas oriundas novamente dos mais variados pontos da diocese algarvia. Já com a presença do Bispo do Algarve, entretanto regressado de Fátima, a celebração constituiu mais uma vez um momento para os fiéis prestarem a sua veneração às relíquias de Santa Teresinha. D. Manuel Neto Quintas, na sua intervenção, voltou, à semelhança do que já o vigário geral tinha feito à tarde, a sublinhar a “motivação fundamental” para a veneração do relicário. “Estamos aqui em família, como se estivéssemos à volta de uma lareira, o­nde, contemplando o testemunho de Santa Teresa do Menino Jesus, podemos todos aquecer-nos no fogo do amor que brota do coração de Cristo para crescermos na fé e no dinamismo missionário”, afirmou. Antes de terminar deixou ainda um apelo: “Deixemo-nos provocar pelo seu exemplo e testemunho e pelo modo como acolheu o fogo do amor que brota do coração de Cristo. Purificados por ele possamos crescer neste dinamismo missionário que brota do nosso próprio Baptismo”, disse.


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