Nacional

Bispo do Funchal apela ao «voto pela Europa»

Octávio Carmo
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D. Teodoro de Faria diz que votar para o Parlamento Europeu é votar pela Paz

O Bispo do Funchal, D. Teodoro de Faria, defendeu neste Domingo que as eleições europeias do próximo dia 13 de Junho devem mobilizar todos os cidadãos, assegurando que “votar para o Parlamento Europeu é votar pela Paz, pelo fundamento espiritual da pessoa humana”. Numa mensagem datada de 9 de Maio, o prelado explica que é preciso sentir-se europeu “para amar e votar pela Europa”, referindo-se ao Parlamento Europeu como “uma resposta a favor da paz contra a guerra, a negação do totalitarismo e dos egoísmos nacionalistas que dividiram e ensanguentaram a Europa durante séculos”. D. Teodoro de Faria apresenta as “Razões para votar”, referindo-se à necessidade de que os deputados eleitos “tenham capacidade e autoridade para representar-me e defender os valores e os interesses de todos os cidadãos”. O líder da Diocese do Funchal pede aos eleitores que se informem sobre os candidatos e os programas dos partidos políticos e façam a sua escolha “em função daquilo que prometem e depois verificar se defendem e realizam o que prometeram”. Entre os critérios para proceder a esta escolha, o prelado apresenta “o tema da vida”, “o apoio à família”, “a solidariedade”, “o acolhimento aos estrangeiros, aos refugiados e às políticas de emigração”, “a segurança e a liberdade” e “a protecção do ambiente natural”. “Estas e outras questões são motivos suficientes para dar o meu voto e exigir dos nossos deputados a criação de uma nova Europa que não pensa apenas em receber e distribuir mais Euros, em contar maior número de deputados por partido, a degladiar-se por questões secundárias ou a fomentar um integralismo que renega tudo o que não entra no seu modo de pensar ou do seu partido”, acrescenta. O Bispo do Funchal aproveita esta oportunidade para reafirmar que “o fundamento espiritual da Europa assenta na revelação bíblica do homem como pessoa, da imagem e semelhança que ele traz em si do próprio Deus”. “A Europa nasceu do cristianismo e para cumprir a sua missão espiritual deve a recuperar os valores que podem cair no esquecimento, como o amor oblativo e evitar o erro moral de conceber o seu próprio bem separado do bem dos outros”, conclui.


Diocese do Funchal