IX Centenário da morte do antigo Bispo e padroeiro da cidade mobiliza Arquidiocese e sociedade civil
Braga festeja hoje o Dia de São Geraldo, padroeiro da cidade. O programa, que integra as comemorações do IX Centenário da morte de São Geraldo, inclui a representação do "Milagre da Fruta" pelos alunos da EB1 da Sé, às 10h30 e às 15h30. Às 18h00, a Sé Catedral acolhe o tradicional encontro com autarcas, que consta da celebração da Eucaristia seguida de jantar.
As comemorações do IX Centenário de São Geraldo são promovidas pela Arquidiocese de Braga, Câmara Municipal, Cabido Primacial, universidades Católica e do Minho, e ainda pelo Seminário Conciliar de São Pedro e São Paulo.
Nascido de família nobre, Geraldo era natural da diocese de Cahors (França), tendo professado na Abadia de Moissac. Foi visitador de mosteiros de obediência desta localidade e chantre da Sé de Toledo. Eleito bibliotecário do mosteiro, tal o seu fervor pela leitura, dedicou-se ao ensino dos monges menos instruídos, tanto na música como nas artes.
Nas reuniões capitulares distinguia-se pela sua eloquência e erudição, desde logo porque era versado em Gramática, cujo exercício regia doutamente.
Em Abril de 1096, Geraldo encontra-se já em Braga, governando a diocese e fazendo todos os esforços para engrandecer a Igreja local, de que é testemunho o facto de ter conseguido do papa Pascoal II a dignidade de Braga como Metrópole da Galiza.
A sua acção em prol do engrandecimento da Igreja bracarense registou sempre o apoio do conde D. Henrique, então titular do Condado Portucalense, sendo vários os relatos que o implicam nas circunstâncias que haviam de favorecer a fundação de Portugal. É com base nessa intervenção “política” que chegou até nós a informação de que terá sido precisamente o primeiro arcebispo metropolita a baptizar o primeiro rei de Portugal, D. Afonso Henriques.
Geraldo terá morrido no concelho de Vila Pouca de Aguiar, quando, em Dezembro de 1108, por lá andava em visita pastoral. Foi então trazido para Braga e sepultado na capela que edificara em honra de São Nicolau, junto da Sé. Cedo foi organizado o seu processo de canonização e, em fins do século XII, aparece já como padroeiro da diocese que eficazmente governara.