Nacional

Cáritas ajudou 500 mil vítimas do tsunami

Octávio Carmo
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Portugueses contribuíram com mais de 5 milhões de Euros

Quase um ano depois do trágico maremoto que assolou o sudeste asiático, a Cáritas apresenta os dados relativos à sua acção de auxílio e solidariedade junto das populações mais afectadas. Cerca de 500 mil pessoas foram assistidas pelo organismo católico, tendo sido gastos numa primeira fase de emergência mais de 400 milhões de Euros. Hoje, a Cáritas Portuguesa promoveu uma conferência de imprensa, em Lisboa, para lembrar “um acontecimento que marcou a humanidade devido ao número de vidas ceifadas e à miséria que espalhou, mas também pelo “tsunami” de solidariedade que inundou todos os recantos do mundo”. “Os portugueses deixaram-se envolver nesta enorme onda de solidariedade, manifestando, de novo, não serem indiferentes perante o sofrimento dos seus semelhantes, mesmo que não lhes conheçam o rosto e o nome. Nessa ocasião, sentimos a confiança que os portugueses depositam na Cáritas, tendo-nos entregue os seus donativos que totalizaram a importância de 5.272.659,35€”, refere um comunicado do organismo, assinado por Eugénio da Fonseca, presidente da Cáritas Portuguesa. A partir dessa realidade foi e é possível realizar, sob a coordenação da “Caritas Internacionalis”, acções de socorro às vítimas e de reabilitação de habitações, de postos de trabalho e de equipamentos públicos. Apesar de todas as dificuldades, a resposta da Cáritas permitiu salvar vidas e devolver a esperança às vítimas. A Confederação Internacional deste organismo católico lançou hoje o opúsculo intitulado “Rebuilding Communities, Restoring Lives and Renewing Hope after the Tsunami” (Reconstruir comunidades, devolver vidas, reconstruir a esperança depois do tsunami), no qual são apresentados, em detalhe, os trabalhos de assistência desenvolvidos pela rede global da Cáritas – na qual se inclui a portuguesa – nos países mais atingidos: Índia, Indonésia, Sri Lanka e Tailândia. A escala de devastação gerada pelo tsunami atingiu uma escala sem precedentes, da mesma maneira que o apoio financeiro recolhido em todo o mundo. A Cáritas mobilizou recursos e pessoal para responder às necessidades imediatas de comida, roupa, medicamentos, cuidados médicos, água e instalações sanitárias de mais de 500 mil pessoas. A esta fase inicial seguem-se, agora, projectos para os que ficaram sem habitação, a criação de infra-estruturas nas pequenas comunidades, de serviços públicos e de apoio psicológico. 12 meses depois do desastre, a Cáritas espera que a tragédia possa converter-se numa oportunidade para as comunidades costeiras da Índia, Indonésia, Sri Lanka e Tailândia.


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