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Caritas da zona Sul querem investir no voluntariado

Lígia Silveira
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Valorizar o potencial que o voluntariado pode imprimir na formação de grupos de acção sócio caritativa Cáritas, junto das comunidades paroquiais é o que pretendem as Caritas da zona Sul que recentemente estiveram reunidas. Algarve, Évora e Beja desejam assim, encontrar e optimizar esforços, investir na formação para que a acção caritativa da Igreja se desenvolva. Uma acção que também foi alvo de reflexão neste encontro. “Uma acção centrada no amor que deve conduzir a prática do cristianismo de hojeâ€, aponta à Agência ECCLESIA, Carlos Oliveira, Presidente da Caritas do Algarve e anfitrião do encontro, que sublinha ser “o serviço que está na base desta instituiçãoâ€. Do encontro foi também possível fazer um ponto de situação das valências das Cáritas da zona Sul. Intervenção junto de áreas como a infância, a juventude, grávidas desprotegidas, recuperação de toxicodependentes, fornecimento de refeições e serviço domiciliário, distribuição de roupa e géneros, “para além da formação e emprego que algumas caritas estão a desenvolver através dos cursos de formação profissional para as áreas de infância e geriatria fez perceber que em caso de necessidade, sabemos onde recorrer e como o fazerâ€, explica Carlos Oliveira. O resultado das visitas que a Cáritas Portuguesa realizou às organizações caritas da zona sul foi tambe´m partilhado. As vistas “são sempre positivas, pelo contacto que se estabelece, mas também porque dão uma visão extra funcionamento interno e pelas linhas de acção que se traçamâ€, admite o Presidente da Caritas Algarve. Linhas de acção a desenvolver com a optimização de parcerias. Na diocese mais a Sul, a instituição Cáritas goza de bom relacionamento com as entidades institucionais. A Caritas Algarve está representada nas comissões locais de acção social. Com a autarquia “mantemos uma boa relação que, dentro da sua autonomia, nos ajudaâ€. Mas independentemente de apoios financeiros, Carlos Oliveira sublinha “as parcerias que temos estabelecido para resolver os problemas daqueles que se dirigem a nós ou à autarquiaâ€, dentro das respostas sociais que dispõem e das solicitações por parte da autarquia. “A postura é sempre de receptividadeâ€, aponta o responsável que indica ser o Estado a ter, em primeiro lugar, “a obrigação de executar, e não pode querer transportar para a sociedade civil os problemas que não são de fácil resolução. Se optarem por dialogar, estaremos sempre disponíveisâ€, assegura.


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