Coimbra guarda memórias de Lúcia
A dimensão que ganharam os relatos das aparições na Cova da Iria ficam patentes em várias das ofertas que se encontram expostas no memorial: paramentos do Rei Humberto, da Itália, uma batina e uma casula de João Paulo II, para além de milhares de cartas de todo o mundo.
A máquina de escrever é, aliás, a única nota dissonante no modesto quarto de carmelita: uma cama, uma mesa, um banco e uma cruz são tudo o que tinha ao seu dispor. Como refere o memorial, a Irmã Lúcia viveu “uma vida normal” como carmelita: foi roupeira, responsável pela despensa, bordou, fez terços e relicários, tratou da horta...
O hábito de carmelita e o tabuleiro onde tomava as refeições nos últimos meses de vida são testemunho dessa simplicidade. Lúcia, contudo, era uma religiosa especial e os filmes sobre Fátima mostram isso mesmo, com as multidões a acorrerem para o local onde os pequenos Pastorinhos viram a Senhora de branco.
O último dia de vida de Lúcia comprova esta dimensão “especial”, que a fez ser visitada por Papas e Cardeais (casos de João Paulo I e Bento XVI antes da sua eleição): uma das fotos mostra a Vidente a ler a bênção que lhe foi enviada por João Paulo II a 13 de Fevereiro de 2005.
“Deus é o único ser onde está a felicidade para a qual nos criou”, pode ler-se num dos muros, que mostram a todos a vivência espiritual de Lúcia, tão marcada pela presença constante do divino no seu quotidiano.
Pastorinhos de Fátima









