Comerciantes de Braga pedem ajuda a D. Jorge Ortiga LuÃs Filipe Santos 09 de Janeiro de 2004, às 12:33 ... Aproveitando a visita pastoral do Arcebispo de Braga, D. Jorge Ortiga, à paróquia da Sé, a Associação Comercial de Braga (ACB) – que está sediada naquela freguesia – entregou-lhe um memorando sobre a conjectura económico-social desfavorável que os pequenos comerciantes enfrentam. Nesse documento, são enumerados 12 constrangimentos e propostas de actuação, sobre os quais a direcção da ACB quer ver o prelado bracarense debruçar-se e aliar-se-lhes. Aquela associação começa por referir que Portugal necessita de “polÃticas públicas activas†de estÃmulo à criação de emprego e rendimento, e por isso, reclamam o desenvolvimento de uma campanha de sensibilização da sociedade “que apele, de forma clara e objectiva, para o consumo de produtos de origem nacional como medida e instrumento activo de combate ao desempregoâ€. Confrontados com uma recessão económica “que gera múltiplos desafios e incertezasâ€, afigura-se à ACB indispensável que os empresários se associem à s iniciativas promovidas pelas suas associações representativas, no sentido de estas reforçarem o seu papel de representação e defesa dos interesses junto das diversas instâncias de poder. A “degradação crescente das condições de concorrência, com claros e inequÃvocos efeitos nefastos sobre o tecido empresarial formado pelas micro e pequenas empresas comerciais portuguesasâ€, é outro dos constrangimentos apontado, sendo que também reclamam a aprovação de uma Lei Quadro do Comércio, dada “a ausência de legislação de ordenamento do comércio sedentário, ambulante e feiranteâ€. Mas, se por um lado há laxismo para algum tipo de comércio, a ACB insurge-se contra a rigidez das normas laborais “consagradas por uma contratação colectiva inadequada e ainda enraizada em posicionamentos e critérios do passado, completamente desligados da actual realidade económica nacional e mundialâ€. Denunciando uma descrença generalizada quanto ao futuro do comércio tradicional, os comerciantes afirmam não existir em Portugal e na Comunidade Europeia uma verdadeira consciência colectiva “da fundamental acção†que aqueles agentes económicos desempenham na sociedade. Diocese de Braga Share on Facebook Share on Twitter Share on Google+ ...