Comportamentos desumanos com os imigrantes LuÃs Filipe Santos 22 de Junho de 2005, às 17:48 ... Fundação Filos estudou a realidade migratória em Portugal “O Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) trata de maneira desumana muitos imigrantes†– uma denúncia saÃda do seminário sobre «Migrações/imigrações, pessoas sem abrigo e minorias étnicas». Por iniciativa da Fundação Filos e na sequência de outras temáticas sociais já abordadas sob o lema «Nas Rotas da Exclusão», realizou-se esta actividade, dia 20 de Junho. O Pe. José Maia, presidente desta Fundação, disse à Agência ECCLESIA que para fugir a esta falta de dignidade, os imigrantes podem “tratar de determinados assuntos na Comissão Nacional de Apoio ao Imigrante (CNAI)â€. Ao olhar para esta realidade na área metropolitana do Porto, o Pe. José Maia referiu que “há imigrantes de primeira, segunda e terceira categoriaâ€. Um estudo de caracterização desta realidade refere que os imigrantes dos paÃses lusófonos “têm casa própria†devido ao conhecimento da lÃngua e também porque conhecem outras pessoas que já viviam cá. “A nova geração de imigrantes – os de Leste – têm mais habilitações e mais competências†mas “vivem num clima de maior instabilidade†– sublinha o presidente. Apesar dos conhecimentos adquiridos nos seus paÃses de origem, estes “queixam-se que só lhes dão trabalho na limpeza e construção civilâ€. Para compreender melhor o panorama migratório, o Pe. José Maia pede para que seja feito um estudo sobre “os comportamentos dos filhos de imigrantes de segunda geraçãoâ€. E acrescenta: “como reagem estes imigrantesâ€. Portugal depende “muito dos imigrantesâ€. Desta iniciativa resultou uma “ideia interessante†porque há um conjunto de instituições que se propuseram trabalhar em conjunto, numa plataforma de actuação, para “dar respostas a estes problemasâ€. E confidenciou: “a Fundação Filos talvez consiga um espaço fÃsico para um centro de abrigoâ€. Em relação aos Sem Abrigo, o Pe. José Maia sublinha que a maneira como em Portugal se lida com estes “é numa perspectiva muito redutoraâ€. As pessoas pensam “neles só na perspectiva de poderem ser um perigo para a nossa segurançaâ€. Falta a interrogação: “porque há tanta gente a viver nestas condições?â€. E denuncia: “muitos continuam a fazer do céu o seu tectoâ€. Problemas que merecem uma reflexão mas “as pessoas têm direito à ruaâ€. Por muito que “nos custe não podemos escorraçá-las da rua†– finaliza. Migrações Share on Facebook Share on Twitter Share on Google+ ...