Nacional

Conferência Episcopal Portuguesa deve activar Fundo de Solidariedade

Diário do Minho
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Proposta apresentada no Encontro das Igrejas Lusófonas

Os representantes do VI Encontro das Igrejas Lusófonas, que está a decorrer em Maputo, Moçambique, ficam hoje a conhecer as propostas de activação do Fundo de Solidariedade da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP), D. Jorge Ortiga, e a criação do “Centro Comunitário de Conhecimento” e da “Escola Navegadores”. As sugestões, apresentadas pelo presidente da CEP, visam um maior envolvimento das Igrejas de Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique e Portugal (e, ainda, Timor e São Tomé e Príncipe que se encontram ausentes) na resolução de dificuldades pastorais comuns. Em declarações ao Diário do Minho, D. Jorge Ortiga explicou que «o Fundo de Solidariedade resulta das doações das dioceses portuguesas, que têm canalizado cinco por cento dos contributos penitenciais para uma conta comum. Este Fundo pode e deve ser activado para auxiliar a concretização de projectos de índole pastoral e na própria acção evangelizadora». Sobre a forma de gestão destas receitas, o prelado referiu que gostaria que as organizações Fundação Evangelização e Culturas, Ajuda à Igreja que Sofre e Cáritas coordenassem esta iniciativa, «para que as suas acções e projectos não fossem repetitivos». Quanto à criação do “Centro Comunitário de Conhecimento”, o presidente da CEP disse que «se pretende construir uma escola ligada à saúde e ao ensino, que possa operar nos países de língua oficial portuguesa. Por isso, é indispensável o apoio dos fundos comunitários, bem como a concretização da necessária candidatura». «Com a “Escola Navegadores” pretendemos criar uma rede on-line entre as conferências episcopais lusófonas que visa a troca de documentos, circulares e outro tipo de informações», realçou D. Jorge Ortiga. Países debateram “concordatas” A propósito da partilha realizada ontem pelo presidente da CEP, os participantes acabaram por “levantar a ponta do véu” em relação aos diversos acordos que as Igrejas lusófonas estão a negociar com os respectivos governos. «Foi curioso verificar que a Concordata portuguesa não é um caso único », destacou D. Jorge Ortiga, que acrescentou que, «em alguns casos, as negociações já estão numa fase bastante adiantada». O segundo dia do Encontro começou com uma concelebração na Sé Catedral da capital moçambicana, presidida pelo presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, D. Geraldo Agnello, que recordou, durante a homilia, o Dia da Pátria, celebrado no Brasil, e os Acordos de Lusaka. À tarde, foi lida a mensagem do prefeito da Congregação vaticana para a Evangelização dos Povos, cardeal Crescenzio Sepe, que recorda a «natureza missionária da Igreja». O purpurado lembra no texto que, por isso, «é necessário recuperar a nossa vocação missionária». O dia finalizou com um jantar-convívio promovido pela nunciatura apostólica. Recorde-se que estes encontros entre as conferências episcopais lusófonas se realizam desde 1997 e acontecem de forma rotativa.


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