Conhecer o Algarve para anunciar LÃgia Silveira 12 de Janeiro de 2007, às 12:22 ... D. Manuel Quintas sublinha a importância de uma renovação da Igreja, para que «continue fiel a Cristo e à pessoa humana» “Fazei o que ELE vos disser†constitui o lema inspirador do Programa Pastoral da diocese do Algarve até 2012. D. Manuel Quintas, em Nota Pastoral publicada há uns meses quis reafirmar a centralidade do anúncio e do testemunho de Cristo, como fundamento e conteúdo essencial de toda a acção pastoral. Mas sublinhou que toda a acção que daqui possa advir precede da escuta e da oração pessoal e comunitária, sendo estes elementos qualificativos de toda a programação pastoral e condição de toda a vida pastoral autêntica - o verdadeiro agir parte da referência permanente a Cristo. Algum tempo depois do lançamento da nota pastoral, D. Manuel Quintas sublinha a importância de uma formação contÃnua para todas as idades e agentes da pastoral, com vista a “uma renovação da Igreja, para que continue fiel a Cristo e à pessoa humanaâ€. Em declarações ao Programa ECCLESIA, o bispo do Algarve afirma que “no nosso tempo, as interpelações que se colocam e a formação são meios imprescindÃveisâ€, mas aponta a necessidade de cada pessoa escutar o apelo que lhe é dirigido, pois “sem esse apelo a escuta não foi bem realizadaâ€. Os presbÃteros e diáconos, os agentes da pastoral são leigos empenhados “na catequese, no ministério da comunhãoâ€, considera D. Manuel Quintas, mas a Palavra é essencial nestes serviços. Reunirem-se para reflectir é “por si só um desafio e daqui sairão alguns apelos†que permitam fazer chegar a mensagem de uma forma mais directa. “Aqueles que estão à frente dos grupos são os primeiros destinatários das jornadasâ€. Já em Nota Pastoral, o bispo do Algarve advertia para a necessidade de “passar de uma atitude de espera e de acolhimento, a uma pastoral da proposta directa, do convite e do chamamento pessoal, com uma pastoral corajosa e franca, mais incisiva e concreta, mais dirigida à pessoa e não apenas ao grupo, mais feita de envolvimento e não apenas de apelos vagos, mais provocadora do que conformada com a dificuldade actual em fazer e acolher propostas que conduzam a uma opção definitiva da vidaâ€. Neste sentido as últimas Jornadas Pastorais da Liturgia pretendiam ser esse espaço de formação e conhecimento. Não é um caminho fácil, como aponta D. Manuel Quintas. “Normalmente quer os párocos quer os que com eles colaboram nas comunidades pensam que já sabem tudo das comunidades cristãsâ€, mas a sociedade pede uma constante actualização e uma escuta à s interpelações que deixa. Tendo em conta também “a grande mobilidade no Algarve, há sempre aspectos novos que surgem para os que anunciamâ€. “Não tem sido fácil para algumas comunidades paroquiais desenvolver este trabalho, mas não será por causa disso que vamos deixar de insistir e gostarÃamos que no fim do ano em todas as comunidades houvesse uma ideia o mais clara possÃvel de quem são os destinatários e aqueles que constituem a nossa comunidade cristã, a nÃvel de idades, de necessidades, de proveniênciaâ€, sublinha o prelado, pois tudo é caminho e o importante é “mesmo que não consigamos chegar ao objectivo que nos propomos, o programa pastoral está à frente de nós, puxa, dinamiza e impele a caminhar em sintonia, e só isso é muito positivo e ajuda-nos a crescer como Igrejaâ€. A diocese está atenta à s mudanças sazonais que o Algarve é alvo. “Sabemos que muitos nos procuram no Verão, mesmo que só para a eucaristia, nessa época são multiplicadas e por isso temos de ir ao encontro do que nos pedemâ€, afirma disponibilizando-se inclusivamente para celebrar eucaristias à noite. Com esta atitude D. Manuel Quintas pretende cada vez mais conhecer a sua diocese, pois o conhecimento pede posteriormente a resposta adequada. E com entusiasmo afirma que “a igreja é feita desses desafios, sempre com muita esperança e dinamismo do EspÃrito e se tivermos abertos à sua acção, encontraremos formas de respostaâ€, sublinha. Também o EspÃrito alimenta os dons de cada um. Assim crê o bispo do Algarve ao confrontar-se com os agentes da pastoral. “Quem somos nós para nos medir quantitativamente, pois é Deus que nos mede e Ele é que actuaâ€. De qualquer forma é com alegria que vê a caminhada de alguns seminaristas da diocese, que conta com alguns a concluir os seus estudos e a iniciar o processo para a ordenação. “Se chegam para as necessidades? Se calhar nãoâ€, tendo em conta os padres mais idosos que estão à frente das comunidades e que esperam, alguns há mais de um ano ser substituÃdos ou aliviados no seu serviço pastoral. “Mas é com muita esperança que olhamos para estes que agora vão receber o ministério de leitores ou outros que venhamâ€, aponta. As visitas pastorais são uma forma de o bispo estar algum tempo em cada realidade, junto dos párocos e mais próximo das pessoas, visitando o que faz parte da vida da paróquia e estando atendo ao que é externo à Igreja, a nÃvel de instituições públicas e privadas, os doentes as crianças, os jovens. “Tudo isso dá de facto um conhecimento muito próximo da realidade. Mesmo os próprios padres me alertam para realidades e comunidades que eu não conheci†reconhece, afirmando que é com alegria que visita esses locais novos. Diocese do Algarve Share on Facebook Share on Twitter Share on Google+ ...