Conhecer para conservar e divulgar LÃgia Silveira 15 de Outubro de 2007, às 15:15 ... Dioceses de Portugal cada vez mais interessadas em inventariar e valorizar o seu património Trocar experiências e conhecimentos entre profissionais e demais interessados na salvaguarda do património cultural foi o que motivou um encontro sob o tema “Digitalização do Património Religiosoâ€, organizado por uma empresa que desde 1995 a operar nesta área. Em mãos têm os projectos de várias dioceses, que compreendem registos de informação de património, processo de inventariação e digitalização. Fernando Cabral, Director Geral da empresa Sistemas de Futuro, entidade regista uma evolução na preocupação com o património. A própria Igreja “despertou para esta áreaâ€, aponta, acrescentando que há 12 anos iniciou um trabalho com a Diocese do Porto e que presentemente estendeu a oito dioceses. “Notamos que quanto mais se fala, mais as pessoas sentem necessidade de estar informadasâ€, afirmando que o vocabulário está mais enraizado. As próprias comunidades estão envolvidas. O Pe. Manuel Amorim, da diocese do Porto deu conta, no encontro, de paroquianos interessados em colaborar nestes projectos. “A comunidade sente que o património também é delesâ€, acrescenta Fernando Cabral. Os projectos são iniciados por uma inventariação, “onde nas paróquias é feito um tratamento de identificação e conservação†e o registo é incluÃdo no sistema informático. À diocese do Porto juntou-se o registo de Lamego e de Évora como locais onde os projectos estão implementados. Outras entidades estão também a apoiar estes projectos. “No Porto recebemos um impulso da Comissão de Coordenação do Norteâ€, enquanto que em Évora “a Fundação Eugénio de Almeida também apoiouâ€. Práticas diferentes com objectivos comuns. As dioceses que estão a desenvolver estes projectos possibilitam a valorização do seu património. O conhecimento é a primeira mais valia do projecto, pois a maioria das dioceses “desconhece o que tem e onde estáâ€, aponta Fernando Cabral. Ao conhecimento se junta o facto de dispor de informação “onde facilmente se pode acederâ€. A divulgação do património passa também a estar disponÃvel para todos. O director geral da Sistemas de Futuro lembra a possibilidade de elaboração de catálogos, sendo este um instrumento frequente. Outras dioceses, para além das oito, estão a manifestar interesse neste projecto, passando a utilizar uma “ferramenta de trabalho informáticoâ€, para além do acompanhamento feito à posteriori com vista a ultrapassar dificuldades inerentes a um trabalho como este. A primeira dificuldade, “que de certa forma foi ultrapassada é a consciencializaçãoâ€, aponta Fernando Cabral que acrescenta sentir da parte da Igreja e dos responsáveis pelo património, o despertar para a “importância e pertinência deste trabalhoâ€. O financiamento é outra das dificuldades mencionadas. A equipa de trabalho que é constituÃda por pessoas com “formação superior†que recorrem posteriormente a consultores para “áreas especÃficas, seja paramentaria, talha ou pinturaâ€, exemplifica. Juntando o equipamento informático, deslocações e formação “representam custos que podem ser encarados como entraveâ€. Daà ser importante o apoio de outras instituições para “que os custos sejam inferioresâ€. Da parte do Estado “há um interesse de continuar a apoiar, assim como da parte das diocesesâ€, que começam a perceber que quer nas suas igrejas ou outros locais existe muito material que precisa ser preservado e dado a conhecer. Património Share on Facebook Share on Twitter Share on Google+ ...