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Conselho Português de Igrejas Cristãs condena violência islâmica

Octávio Carmo
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Declaração critica também as ofensas à fé das pessoas

O Conselho Português de Igrejas Cristãs (COPIC) publicou uma declaração sobre a polémica gerada pela publicação das caricaturas do Profeta Maomé, na qual condena “os actos de violência que têm vindo a ocorrer em resposta a esse facto”. “Consideramos que aqueles exageros da liberdade de expressão devem ser enfrentados por meios pacíficos e apelamos às comunidades religiosas de todo o mundo a que resolvam estes conflitos e outros através do diálogo e da partilha de pontos de vista em atmosfera de abertura e de respeito mútuo”, assinala o documento, assinado pela Igreja Lusitana Católica Apostólica Evangélica (Comunhão Anglicana), Igreja Evangélica Metodista Portuguesa e Igreja Evangélica Presbiteriana de Portugal. No texto, é sublinhado que o COPIC não aprova, por outro lado, “o exercício da liberdade de expressão tal como foi exercitado na publicação das caricaturas do Profeta Maomé” e frisa que “a liberdade de expressão é um direito fundamental que deve ser respeitado, mas que também deve ser exercido com responsabilidade e sabedoria”. “Rejeitamos que a liberdade de expressão possa ser usada para provocar e ofender a fé das pessoas de qualquer religião, pois a provocação em si própria contamina e altera a relação entre as comunidades religiosas deste nosso continente. Quando é atacada uma religião nos seus símbolos sagrados todas as outras religiões sofrem”, precisa o COPIC.


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