Construir a verdadeira cidade LuÃs Filipe Santos 23 de Junho de 2003, às 14:40 ... O arcebispo de Braga, D. Jorge Ortiga, sublinhou, dia 22 de Junho, em Guimarães que as cidades correm o risco de ameaçar o seu futuro caso decidam apostar num progresso sem alma e sem espÃrito. “Numa cidade podemos ter tudo, porventura as melhores estruturas, mas se nos faltar o sentido do sobrenatural e o relacionamento de uns com os outros na perspectiva do encontro com Jesus Cristo concerteza que essa cidade estará a caminhar para a sua própria ruÃna†- afirmou D. Jorge Ortiga. O prelado, que presidia à missa do 150.º aniversário da elevação de Guimarães a cidade, na Igreja de Nossa Senhora da Oliveira, referiu que as pessoas não devem ter medo de encarar a vida, seja a social, a polÃtica ou outra, numa relação com os “princÃpios do sobrenatural, aqueles que se identificam com a mensagem de Jesusâ€. “Talvez seja este o grande desafio dos tempos que correm†- disse D. Jorge Ortiga acrescentando que as “questões materiais não podem fazer esquecer o que é essencialâ€. De acordo com o arcebispo de Braga, são os princÃpios cristãos que nos identificam na nossa história passada e continuarão a identificar também numa história futura. “O Cristianismo nem sempre se vê, mas o Cristianismo é tão leal que faz falta à Europa e à s nossas cidades, no nosso Portugal tradicionalmente cristão†- lembrou. No seu entender, se permitirmos que Jesus Cristo “adormeça†ou deixarmos que a tradição cristã seja “sepultada no pós da históriaâ€, estaremos também a construir a nossa própria destruição. Referindo-se concretamente à cidade de Guimarães, o Arcebispo de Braga disse que “muita coisa boa foi realizadaâ€, mas também “algo menos positivo aconteceu†ao longo dos seus 150 anos de história. “A cidade nova não se constrói só de bonitos discursos. Tudo é importante, mas a cidade nova constrói-se com a vida, com o testemunho, com a realização dos princÃpios de Deus. Sejamos capazes de construir esta história, esta história para uma cidade nova, a cidade da justiça, da fraternidade, do amor, da igualdade, do respeito mútuo, da transparência, e do respeito pelo pensamento alheio†- desafiou Diocese de Braga Share on Facebook Share on Twitter Share on Google+ ...