Nacional

Contestação aos conteúdos dos programas de Educação Sexual

Luís Filipe Santos
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“A imediata suspensão deste programa, incluindo as «linhas orientadoras»” é uma das exigências do Fórum Família em relação ao conteúdo dos programas de «educação» sexual promovido pelo Ministério da Educação, em colaboração com a Associação para o Planeamento da Família (APF). Na petição que será enviada ao Presidente da República, ao Primeiro Ministro e à Ministra da Educação, os cidadãos que a assinaram exigem “uma investigação no seio do Ministério da Educação para responsabilizar os autores e cúmplices deste programa” e que sejam “identificados os alunos que já foram expostos a este programa, e que o Ministério da Educação apresente um pedido formal de desculpas a cada um dos seus pais”. No documento, os cidadãos recordam que, conforme Artº 67º, parágrafo 2c, da Constituição da República Portuguesa, compete ao Estado «cooperar com os pais na educação dos filhos» e, portanto, “nunca impor um modelo em oposição aos pais, seus legítimos e naturais primeiros educadores”. Para a psicóloga Cristina Sá Carvalho, aqueles materiais são “do ponto de vista técnico muito violentos e potencialmente muito traumatizantes para as crianças”. Contactada pela Agência ECCLESIA, esta psicóloga que trabalha no Secretariado Nacional da Educação cristã sublinha que “a sexualidade é uma coisa íntima e cada indivíduo tem o seu ritmo de crescimento”. Discutir aquelas questões em contexto de sala de aula – com a diversidade que a sala de Aula tem – “acho no mínimo abusivo”. Na mesma linha de contestação aos conteúdos sobre Educação Sexual, um Grupo de Pais lança o Movimento Contra Manuais APF Sobre Educação Sexual nas Escolas. O MOVE – Movimento de Pais - apela aos pais para manifestarem a sua “indignação pelo que está a passar-se nas escolas a coberto de «educação sexual» e/ou «educação para a saúde», sem o seu conhecimento nem consentimento, agravado por ser alimentado com imenso dinheiro do erário público, divulgando e assinando a petição disponibilizada”. Poderá consultar a petição em http://www.forumdafamilia.com/peticao/peticao.asp


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