Os representantes de 400.000 Religiosos e Religiosas da Europa foram hoje desafiados a transformar a “crise” num desafio para criar novas respostas. Segundo os últimos dados disponibilizados pela Santa Sé, entre 1978 e 2003 assistiu-se a uma quebra significativa no número de religiosos e religiosas no mundo (27,94% e 21,65% respectivamente).
“Na história da Vida Religiosa há uma constante: uma crise de civilização suscita novas formas de Vida Religiosa e evangélica”, assegurou o Pe. Mark Rtosaert, na principal conferência do dia no encontro da União das Conferências Europeias de Superiores/as Maiores – UCESM, que decorre em Fátima e junta membros de 42 Conferências ou Uniões representando os religiosos e religiosas de 26 países.
Falando sobre o tema “Para uma Vida Religiosa na Europa de 2006”, o Pe. Rtosaert sublinhou que “uma nova sensibilidade, uma outra mentalidade, valores diferentes exigem novas formas de Vida Religiosa”.
Para este especialista, o início do terceiro milénio é um tempo de grandes mudanças para os consagrados na Europa, em que a Igreja tem necessidade de um “novo sopro do Espírito”, visível no florescimento de novos movimentos e comunidades, diferentes das formas tradicionais da Vida Consagrada.
Segundo o Pe. Mark Rtosaert, é fundamental que os religiosos não percam a sua identidade, baseada nos votos de pobreza, castidade e obediência, seguindo a “estratégia de Cristo”, contra a “estratégia do mal”. Para isso, devem levar à Europa do ano 2006 “os valores esquecidos”, como a reconciliação, a paz, a solidariedade, a cultura da vida, o diálogo e a inter-culturalidade.
Amanhã, os participantes no encontro da UCESM irão encontrar-se com o Cardeal-Patriarca de Lisboa, em Linda-a-Pastora. Às 12h00, . José Policarpo presidirá à celebração de uma Missa.