Crise: Diocese de Coimbra oferece férias
Em declarações ao programa «70x7», D. Albino Cleto, Bispo de Coimbra, sublinha que "a Igreja pediu aos cristãos que tomassem consciência da situação do país, nomeadamente do número crescente dos desempregados. Ora, com a palavra tem de haver também um sinal".
Neste contexto, surgiu esta oferta de férias, organizada pela Cáritas Diocesana de Coimbra e o Serviço de Pastoral Universitária da Diocese, que abrange 105 crianças e jovens com idades compreendidas entre os oito e os 18 anos.
D. Albino Cleto. sublinha que a intenção não é marginalizar ninguém, mas antes uma manifestação de "vizinhança", importante num momento em que cresce a "pobreza envergonhada".
Noutros casos, explica, "não se tratava de uma necessidade económica", mas de uma medida de inclusão.
A Caritas de Coimbra promove iniciativas do género há alguns anos, mas desta feita o pedido veio directamente do Bispo da Diocese, tendo em conta a crise social. A selecção dos jovens coube à rede desta organização católica, com um vasto trabalho no terreno.
Fernando Santos, coordenador destes Campos de Férias, indica que o projecto é um "contributo específico" para os desempregados, mas inclui gente de "todos os estratos sociais". "A diferença é que quem não pode pagar, não paga", precisa.
Nas instalações da Caritas, em Quiaios, jovens que não se conhecem aprender a viver em grupo, partilhando tarefas, espaços e horários. O Pe. Nuno Santos, director da Pastoral Universitária, frisa que o objectivo é mais do que "passar dois ou três dias de praia".
"Queremos que eles ganhem competências, que criem relações, que incluam na sua história a diferença, o próprio Deus, que para alguns é uma realidade estranha", acrescenta.
O primeiro acampamento decorreu entre 29 de Junho e 5 de Julho. De 13 a 19 de Julho decorre o acampamento para os jovens com idades compreendidas entre os 15 e os 18 anos e de 10 a 16 de Agosto realiza-se a colónia para crianças dos oito aos 11 anos.
Diocese de Coimbra









