Cultivar o terreno vocacional Agência Ecclesia 09 de Abril de 2008, às 11:00 ... Durante a semana de oração pelas vocações, de 6 a 13 de Abril, a Igreja lança sementes... O fruto aparecerá mais tarde Para compreendermos o dinamismo, a génese e o percurso de “cada vocação devemos mergulhar neste oceano imenso de graça e de santidade, de mistério e de comunhão, de serviço e de missão onde se desenvolvem a vida e o testemunho cristão de cada um de nós†– sublinha D. António Francisco Santos, bispo de Aveiro e Presidente da Comissão Episcopal Vocações e Ministérios, na Mensagem para a Semana de Oração pelas Vocações. Subordinada ao tema “Da Vocação à Missãoâ€, o documento salienta que a Igreja é Missionária na sua essência e “em cada um dos seus membros, a Igreja sabe que o imperativo de viver, testemunhar e anunciar o Evangelho é de todos os cristãos desde o Baptismo e sobretudo desde a Confirmaçãoâ€. A vocação tem sempre esta génese e evoca em permanência esta história: “é dom de Deus e é olhar efectivo e afectivo de amor e de compaixão redentora para com o povoâ€. De 6 a 13 deste mês de Abril, a Igreja recorda que vivendo como discÃpulos de Jesus, eles sentem-se “enviados em missão, em discretos e anónimos trajectos ou em percursos novos e corajosos junto de quem sofre e de quem trabalha pelas causas justas e urgentes de um mundo em busca de Deus, de dignidade e de esperança†– frisa o documento de D. António Francisco Santos “A oração, a alegria de ser chamado, a coragem de chamar, a disponibilidade confiante para trabalhar na pastoral juvenil e vocacional, a vida cristã das famÃlias, o ambiente formativo dos Seminários e das Congregações e Institutos Religiosos e o acolhimento e compromisso apostólico das comunidades e instituições cristãs†são alguns dos inúmeros momentos, meios e mediações de uma “verdadeira e criativa pedagogia da vocação†– aponta o prelado. Quebra numérica O “guia†da Igreja Católica de Portugal confirma, na sua edição de 2007, a quebra progressiva do número de Baptismos e de ordenações sacerdotais, entre outros. De 2000 a Dezembro de 2005, o número de sacerdotes diocesanos baixou de 3159 para 2934 (menos 225), enquanto que o clero religioso manteve praticamente o mesmo número. A situação de 2005 mostra que por cada dois padres que morrem (nesse ano foram 80), apenas um é ordenado (41 novos sacerdotes). Apesar desta quebra no número de padres, a esmagadora maioria das mais de 4 mil paróquias continuam confiadas à administração sacerdotal (99,54%) e apenas 20 paróquias são administradas pastoralmente por diáconos, religiosas e leigos, número aliás que tem vindo a decrescer de forma consistente. NotÃcias relacionadas • Mensagem de Bento XVI • Mensagem de D. António Francisco Santos Clero, Seminários e Vocações Share on Facebook Share on Twitter Share on Google+ ...