A Arquidiocese de Braga quer promover a sua pastoral tendo em conta as mudanças culturais. D. Jorge Ortiga, Arcebispo Primaz, reunido com os conselheiros no X Conselho Presbiteral de Braga indicou que a Igreja deve aceitar o presente, “alegramo-nos com a responsabilidade de evangelizar e edificar nestes tempos que são os nossos”.
Perante a mudança cultural, “impõe-se a mudança pastoral”. Indica o também presidente da Conferência Episcopal Portuguesa que a “rotina tornou-se normal”, mas a “alhear-se” das mudanças, mostra “pouca consciência da missão”. “A Igreja não pode ter medo da novidade, tem de situar-se neste tempo e caminhar com dinamismo e inovação constante”, pois indica o Arcebispo, “o que hoje resulta, amanhã pode estar ultrapassado”.
As mudanças culturais pedem uma “constante atitude de escuta” mas sem “nunca renunciar à diferença cristã”. Indica o Arcebispo de Braga que a Igreja “deve ouvir as expectativas mais íntimas dos nossos contemporâneos e compreender os seus desejos e ansiedades”, sem excluir os não crentes que “tenham algo de fundamental a dizer-nos”.
“Esta mesma atitude de escuta, na nossa arquidiocese, deve, dum modo muito concreto, realizar-se junto dos baptizados que abandonaram. É mais fácil marginalizá-los ou criar-lhe exigências impossíveis do que ouvi-los e caminhar com eles, mesmo que pareçam não ter razão. Para mim esta cultura de sair dos nossos espaços para ouvir, deve ser condicionante da nossa pastoral. Temos caminhos feitos, mas há outros”, sublinhou D. Jorge Ortiga.
“A nossa missão e responsabilidade é sentir-se chamado a mostrar e transmitir a diferença evangélica para dar uma alma ao mundo. A pastoral renova-se a partir daqui”.