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D. Jorge Ortiga quer uma Igreja de serviço

Luís Filipe Santos
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D. Jorge Ortiga quer uma Igreja de serviço “A vida pode ser interpretada como profissão ou vocação. Em Cristo tudo é vocação ou chamamento para servir em Seu nome a humanidade” - salientou o Arcebispo de Braga, D. Jorge Ortiga, dia 29 de Junho, na missa da Ordenação de quatro diáconos, celebrada na igreja do Seminário de Santiago. Apelando à unidade de toda a Igreja diocesana, que é desfeita quando alguém “joga sozinho ou contra o parecer” da hierarquia, D. Jorge Ortiga começou a homilia com uma explicação sobre o significado e as consequências do acto que presidiu. Naquele dia festivo, o prelado bracarense disse que o que faz falta são diáconos e padres que aceitem pertencer a uma “Igreja de serviço”, baseada na máxima de que “a vida dada é felicidade adquirida”. “Caminhar para o sacerdócio orientado por outra opção ou objectivo significa situar-se fora do verdadeiro chamamento e nunca encontrar a felicidade que Ele [Cristo] quer proporcionar” - alertou, lembrando que a “credibilidade do serviço” e consequentemente da Igreja manifesta-se na forma como se encara os “mais pobres e marginalizados”. No entanto, advertiu também, “para servir o Povo de Deus não precisamos de banalizar no vestir, nas conversas, nos comportamentos… Somos servos que apostam na qualificação dum ministério que se impõe pela importância que damos a todos os pormenores da existência humana” — disse D. Jorge Ortiga, dirigindo-se aos quatro seminaristas que ontem deram um passo decisivo para o sacerdócio.


Diocese de Braga