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Desafios radiofónicos juntaram profissionais na Madeira

Lígia Silveira
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Reflectir sobre os desafios que se colocam às rádios de inspiração católica juntou na Madeira profissionais das comunicações sociais radiofónicas. Em debate temas como a “justiça e a comunicação social”, lançaram pistas aos jornalistas “dando prioridade ao respeito mútuo como prática jornalística” mas alertando os juizes para o perigo do mediatismo. Assim recordou Joaquim Sousa Queirós, Presidente da direcção da Associação das Rádios de Inspiração Cristã (ARIC), em declarações à Agência ECCLESIA. Em conclusão deste debate é “que tanto jornalistas como justiça estão «condenados» a entender-se”. Outro tema em discussão foi “A comunicação social privada em Portugal”. Aqui os formatos radiofónicos, o desafio das novas tecnologias às rádios locais, as quotas obrigatórias referentes à transmissão de música portuguesa estiveram em discussão, proporcionando a partilha de dificuldades por parte dos participantes. Dificuldades estas que se prendem principalmente com “a formação permanente dos profissionais, a falta de apoios, a lógica empresarial e económica por detrás das comunicações sociais” sublinhou Joaquim Queirós. Os encontros que organizam ao longo do ano pretendem dar respostas comuns a estas dificuldades. O intercâmbio de projectos também faz parte da riqueza destes encontros “onde rádios de diferentes localidades trocam programas ou rubricas”. Estes encontros, para além de reflexivos, pretendem também ser diversificados a nível cultural e de convívio. A este encontro juntou-se o 15º aniversário da ARIC e o 5º aniversário da rádio anfitriã do encontro, a Rádio Calheta. A ARIC, pretende descentralizar o Encontro Nacional de Rádios, dando a conhecer algumas das associadas e a sua região a todas as outras participantes do encontro. Este ano, a madeira foi palco deste encontro, proporcionando aos participantes um passeio turístico a Porto Moniz. Em Janeiro, voltam a encontrar-se nos Açores.


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