Desejo de paz para o mundo assinalado em Lisboa Agência Ecclesia 02 de Janeiro de 2008, às 16:43 ... Comunidade de Santo EgÃdio promover Marcha pela paz No Dia Mundial da Paz, uma marcha pela paz. Uma organização da Comunidade de Santo EgÃdio, que contou com a participação de outras religiões, porque o valor da paz não conhece rostos ou credos. Entre a Igreja dos Mártires e a Igreja das Chagas, em Lisboa, no primeiro dia de 2008, muitas pessoas caminharam mostrando que a paz é responsabilidade de todos. Em 2007, a comunidade reuniu-se em 152 cidades onde habitualmente se encontra, ou para orações ou para caminhadas pela paz. Estas incitavas culminam em Roma, ao final da manhã, com o Angelus do Papa, a partir da Praça de São Pedro. À semelhança dos anos anteriores, também este ano muitas capitais europeias e outros paÃses em horários diferentes, saÃram para a rua para manifestar o desejo de paz para o mundo inteiro. Este é o sinal a dar no primeiro dia do ano. “Cada vez mais tem de se trabalhar pela pazâ€, refere Isabel Bento, responsável pela Comunidade de santo EgÃdio, em Portugal, acrescentando que esta atitude nunca passa de moda. Há muitos paÃses em guerra, “as notÃcias mostram essa realidadeâ€, por isso é importante nunca cessar “o alerta confirmando ser possÃvel trabalhar pela pazâ€. Numa actividade em que juntaram várias religiões, Isabel Bento afirma que esta é uma responsabilidade de todas as pessoas, “crentes e não crentesâ€. Combatendo a ignorância, é preciso dizer que “há muitas pessoas que trabalham pela paz, em encontros, em reuniões, tentando abater muros de divisãoâ€, sendo esta manifestação pela paz apenas “uma forma pública de o fazerâ€. Nas instâncias internacionais, “há muito por fazerâ€, admite, mas a responsável pela Comunidade de Santo EgÃdio, em Portugal, acredita que “devemos de trabalhar maisâ€. Referindo-se à Mensagem do Papa para o Dia Mundial da Paz, sobre a “FamÃlia Humana, Comunidade de Pazâ€, Isabel Bento refere que apesar de o núcleo familiar ter mudado na sociedade, “existe uma responsabilidade enquanto famÃlia humanaâ€. “Se dentro das nossas famÃlias não conseguimos trabalhar pela paz e concórdia, fora é difÃcilâ€, adianta. Falar sobre “a famÃlia de todo o género humano†abrange todas as pessoas, de todas as religiões, que “muitas vezes se sentiam excluÃdasâ€. Este é “um passo sério no futuroâ€. Celebrando 40 anos da Comunidade de Santo EgÃdio, este marco assinala “uma idade adultaâ€. O encontro de Nápoles que a Comunidade viveu em Outubro de 2007, com o tema «Por um mundo sem violência: religiões e culturas em diálogo», “foi um marco decisivo, mas que abre perspectiva para outros 20 anos de caminhoâ€. Também presente na marcha pela paz, Paulo Borges, Presidente da União Budista, aponta que esta iniciativa, tal como todas as que visam a paz, são importantes. “Estas são iniciativas fundamentais, mas que devem ser acompanhadas por um trabalho interiorâ€, aponta. De pouco adiantará ir para a rua falar de paz se “não se reflectir sobre o que vai na mente e no coração e se faltar um trabalho interior pela paz, manifestando depois para o exteriorâ€. O Presidente da União Budista, aponta que regularmente a opinião pública precisa que a chamem à atenção para a necessidade de se trabalhar para a paz e que cada um, no seu mundo, é responsável por este trabalho. “Seremos responsáveis pelo bem, mas também pelo mal que aconteceâ€. Mário Mota Marques, membro do Conselho Nacional Bahá'Ã, presente também na marcha, aponta que a dignidade da pessoa humana é importante e para haver paz, tem que haver acções concretas do homem. Esta é uma delas. Admitindo que a guerra continuará até os homens quererem, Mário Marques aponta que a eficiência destas acções “mede-se por cada um. Basta que cada um queira trabalhar pela paz, para que esta acção ou outra, seja eficienteâ€. Teresa Rebelo Andrade, da Comunidade de Santo EgÃdio, explica que a palavra paz está gasta. “É preciso que as pessoas se juntemâ€, independentemente da religião ou raça, e que mostrem que “há que fazer alguma coisa pela pazâ€. Parar, pensar, acções que começam interiormente, para mostrar que “temos que nos mexerâ€. Dia Mundial da Paz Share on Facebook Share on Twitter Share on Google+ ...