Nacional

Desemprego no Vale do Ave preocupa a JOC

Diário do Minho
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A Arquidiocese de Braga vai ser palco do lançamento oficial da Campanha Nacional 2005/2006 da Juventude Operária Católica (JOC), subordinada ao tema “Trabalhador… Boneco de produção? Nãoâ€. A iniciativa, cuja apresentação se deve realizar a seguir às eleições autárquicas, aborda a instabilidade e precariedade do trabalho na Região do Vale do Ave. «O local da apresentação não foi escolhido por acaso, já que se trata de uma região bastante castigada pelo desemprego», explicou ao Diário do Minho a nova coordenadora diocesana da JOC. Filipa Carvalho, eleita ontem, durante o encontro de relançamento do Ano Pastoral 2005/2006, sucedeu a Carla Freitas. Entretanto, na reunião da JOC bracarense debateram- se as acções concretas a desenvolver e os meios a serem utilizados nesta primeira etapa da iniciativa, pois «não se pretende reduzir a Campanha Nacional apenas a um processo de informação», afirmou a responsável. Filipa Carvalho explicou também que «se contactarão associações de bairro, autarquias, sindicatos, IPJ, escolas, entre outras instituições, para ressaltar a dimensão colectiva da vida e o sentido do compromisso comum e da solidariedade». A Campanha, que «já está numa fase de sensibilização », irá desenvolver- -se ao longo de três etapas, segundo a pedagogia da Revisão de Vida (ver, julgar e agir). No final de cada fase, irá ser elaborado um documento de conclusões e preparação da etapa seguinte. A iniciativa de carácter nacional encerra no dia 16 de Julho de 2006. O Encontro de finalização da Campanha também deve ser promovido na Arquidiocese de Braga, confirmou a coordenadora arquidiocesana da JOC. Por seu turno, Carla Freitas explicou que «as campanhas nacionais se realizam de três em três anos e que, nos últimos nove anos, já foram abordados os temas “Cidadania só tu podes construirâ€, “Associativismo juvenil†e “Stop! Desemprego juvenilâ€Â». Novo manual de iniciação Na sede da Acção Católica de Braga, os representantes dos diversos grupos paroquiais da JOC também discutiram a elaboração de um novo manual de iniciação. «O actual está algo desactualizado, não em termos de princípios e metodologia, mas no que diz respeito às dinâmicas propostas », destacou Filipa Carvalho. A responsável contou, igualmente, que se tentará sensibilizar os militantes para a importância da revista nacional JO. «A publicação é, no fundo, a porta-voz da JOC. Por isso, é necessário que a revista apresente mais factos da realidade juvenil e que se aposte também na vertente for-mativa». Finalmente, a coordenadora arquidiocesana da JOC também se reportou à realidade financeira do Movimento. «Vivemos com muitas dificuldades e a maioria das pessoas ainda não está devidamente sensibilizada para esta questão. Vivemos da quotização dos militantes, campanhas de solidariedade, e de ajudas extraordinárias que nos chegam da hierarquia da Igreja e de entidades oficiais. Mas seria preciso ainda mais dinheiro para fazer face ao volume de actividades que a JOC promove».


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