Nacional

Diocese da Guarda aposta nos roteiros transfronteiriços

Luís Filipe Santos
...

A diocese da Guarda prepara com a cidade Rodrigo (Espanha) -fica a poucos quilómetros da cidade mais alta de Portugal – uma parceria de roteiros transfronteiriços. Em declarações à Agência ECCLESIA D. Manuel Felício sublinhou que aquela cidade espanhola irá acolher este ano a Exposição «As Idades do Homem» e “prevê-se que apareçam cerca de 800 mil visitantes”. Como a cidade espanhola só tem 20 mil habitantes e todos visitantes não podem ficar lá, “nós temos de criar condições de acolhimento na região da Guarda para apresentar o nosso património que tem um valor reconhecido” – confessou. E acrescenta: “temos que aproveitar os roteiros transfronteiriços. Já há um esforço para redescobrir estes roteiros”. Se a apresentação deste guia não for feita “atempadamente”, os visitantes “escolhem Salamanca (Espanha) que está muito mais longe”. Os contactos existem e uma instituição que “tem um pé em Portugal e outro em Espanha – Centro de Estudos Ibéricos – está a trabalhar no assunto”. Neste roteiro, a Sé da Guarda não pode ficar de fora. “É o monumento mais importante que nós temos na nossa região. Esta «sinfonia» ganhou, quando no século XIX, houve um arquitecto que resolveu despir a Sé no interior para deixar ficar a singeleza da pedra. É a solidez da fé ligada à solidez da pedra” – disse. Nascimento do Museu de Arte Sacra As obras de recuperação e adaptação da capela do antigo Paço Episcopal para o Museu de Arte Sacra da Diocese da Guarda estão concluídas e o espaço aguarda a definição de uma data para a sua abertura ao público. “Quem fez as obras foi a Câmara Municipal da Guarda através de fundos estruturais mobilizados para esse efeito mas temos a promessa que, em breve, nos será formalmente entregue o museu na sua estrutura física” – contou o bispo da Guarda. Depois de inaugurado, os visitantes poderão conhecer o vasto espólio de arte sacra espalhado um pouco por toda a Diocese. A Comissão de Arte Sacra “está a trabalhar nesse sentido porque não se pode colocar tudo naquele espaço”. Algumas peças de valor artístico “não podem sair do lugar onde se encontram até porque o povo é muito zeloso dos seus direitos” – relatou o prelado. E finaliza: “queremos ter naquele local uma referência do nosso património artístico e cristão”.


Diocese da Guarda