Diocese de Viseu anseia pelo novo bispo LuÃs Filipe Santos 06 de Fevereiro de 2004, às 09:00 ... A função simbólica do bispo “continua em acção†por isso “não podemos dizer que nos sentimos órfãos†– disse à Agência ECCLESIA o Pe. José Cardoso, responsável pelo 2º e 3º ciclo do Secretariado da Educação Cristã da diocese de Viseu, a propósito do estado de saúde de D. António Monteiro, bispo de Viseu, que o impossibilita de participar em muitas acções diocesanas. Apesar de sentir a presença do pastor, o Pe. José Cardoso sublinha que falta “a dimensão pastoral do bispo†e a consequente “presença concreta junto do rebanhoâ€. A diocese “sente a ausência do bispo†– refere a irmã Alice Santos, das Religiosas do Coração de Maria. Os cristãos de Viseu – segundo o mesmo sacerdote – comunicam entre si sobre “a necessidade de um novo bispo†visto que “acompanham esta luta contra a doença que tem feito D. António Monteiroâ€. As carências existem apesar no nosso pastor “resistir com muito entusiasmoâ€. No fundo, os cristãos daquele território eclesial reconhecem que na “prática seria preciso alguém que traduzisse esta solicitude episcopal em acções concretas e numa presença mais constante†– afirma o Pe. José Cardoso. O perigo reside “no adormecimento da espera†– disse a irmã. Para combater este sono letárgico, a irmã Alice Santos menciona alguns tópicos: “gente que procura fazer algum eco e outros que vivem na expectativaâ€. Por sua vez, Monsenhor SÃlvio Henriques, Vigário Geral da Diocese, sublinhou à Agência ECCLESIA que “tudo está a funcionar normalmente na diocese†apenas “não tem reunido o Conselho Pastoral Diocesano e só nos reunimos uma vez em Conselho Presbiteralâ€. As actividades “têm sido feitas†mas “a diocese sentiu a ausência do bispo e está ansiosa que seja nomeado novo bispo†– disse Mons. SÃlvio Henriques. D. António Monteiro é natural de Fafe e recebeu a ordenação episcopal, na Sé de Viseu, a 11 de Outubro de 1987. No ano seguinte, 14 Setembro, tornou-se bispo residencial daquela diocese. Depois de um perÃodo de “grande fulgorâ€, a idade, completou 75 anos em Outubro passado, e a doença tiraram-lhe o dinamismo anterior mas os responsáveis dos vários serviços diocesanos “redobraram os esforços para colmatar esta dificuldadeâ€. E exemplifica: “quando um jogador fica lesionado o resto do plantel procura compensar†– veiculou aquele responsável. O esforço do clero é notório mas há “uma dimensão pastoral que é especifica do bispo e é insubstituÃvelâ€. Quem tem colmatado “um pouco este obstáculo†tem sido o Vigário Geral da diocese, Mons. SÃlvio Henriques. De uma forma “hábil e discretaâ€, Mons. SÃlvio Henriques tem celebrado o sacramento do Crisma e “resolvido os problemas do dia – à - diaâ€. Com esta situação - acrescenta o Pe. José Cardoso – a concretização Pastoral torna-se “mais difÃcil†porque “faz-se menos coisasâ€. Como o lado negativo também traz benefÃcios, este sacerdote refere que este tempo “trouxe um certo amadurecimento e crescimento espiritualâ€. Em relação ao sucessor de D. António Monteiro visto que este já pediu a resignação, o responsável pelo 2º e 3º ciclo daquele secretariado pede “alguém com alguma disponibilidade e com alguma forçaâ€. Para a irmã Alice Santos, o futuro bispo de Viseu encontrará “forças vivas fortes†mas “precisam de alguém que esteja muito atento e abertoâ€. Em traços gerais preferÃamos “um bispo pastor†e com “sensibilidade pastoral†para congregar o rebanho. E finaliza o Pe. José Cardoso: “temos esperança que o novo bispo venha antes do Verão. A missa crismal seria, por exemplo, uma altura óptima para entrada do novo pastorâ€. Diocese de Viseu Share on Facebook Share on Twitter Share on Google+ ...