Direitos iguais para todo o ensino Octávio Carmo 28 de Junho de 2004, às 13:05 ... O presidente do Governo Regional da Madeira, Alberto João Jardim, considera que o ensino privado não tem de ser apenas “tolerado†pelo Estado, mas “deve estar ao mesmo plano, desde o legal aos apoios, do ensino público, para responder ao direito democrático de escolherâ€. No mesmo sentido se manifesta Jorge Cotovio, da Associação Portuguesa de Escolas Católicas (APEC), para quem “o Estado ainda não compreendeu – apesar dos péssimos resultados educacionais que apresentamos – que não tem de ser o ‘grande e exclusivo educador’ dos nossos filhosâ€. Estado, governantes, polÃticos, sindicatos, devem, segundo este responsável “deixar os pais escolher, em liberdade, as escolas dos seus filhosâ€. Jorge Cotovio assinala que as escolas católicas são, por essência, “abertas a todos e estar em toda a parte, privilegiando os mais débeisâ€, mas ressalta que elas se encontram perante a ameaça de voltarem a ser elitistas. “O Estado deve financiar de igual forma todas as escolas estatais e as privadas que queiram ser públicas, isto é abertas a todos os que a procuram (tal como sucede na maioria dos paÃses desenvolvidos). As escolas católicas, por natureza, são tão públicas como qualquer escola estatalâ€, refere à Agência ECCLESIA. “O ensino privado não tem de ser todo universal: as escolas privadas que queiram seleccionar os alunos (e têm direito a isso), não têm de ser financiadas pelo Estado; são os pais que devem pagar esse ensinoâ€, acrescenta. Para este responsável, o Estado tem estado a asfixiar as escolas privadas que têm tido ensino gratuito e pretende acabar mesmo, a curto prazo, com o ensino gratuito nos colégios das cidades do Centro do PaÃs. “Neste contexto, o que é que restará a estas escolas? Se quiserem continuar a sua missão de educar, terão de cobrar propinas aos alunos, mas com esta solução, nem todos os pais poderão ter acesso aos seus serviçosâ€, explica. Em relação à imagem que a opinião pública tem do ensino privado, Jorge Cotovio considera que esta é “profundamente deformadaâ€, mesmo em relação à s escolas católicas. “A maior parte dos católicos não conseguem entender esta realidade: grande parte deles julga que as escolas católicas são elitistas e têm a ambição do lucro, do dinheiroâ€, lamenta. Educação Share on Facebook Share on Twitter Share on Google+ ...