Entrou o novo pastor LuÃs Filipe Santos 21 de Junho de 2004, às 16:50 ... D. António Marto estava desejoso de ver os rostos de Viseu 20 de Junho de 2004, o dia em que “o desejo de ver os vossos rostos, desde a data da minha nomeação, finalmente se realiza†– sublinhou D. António Marto, bispo de Viseu, na tomada de posse naquela diocese. Os cristãos convergiram de todos os ângulos da Diocese, por isso – acentuou o pastor - “sinto-me peregrino, tal como o salmista que converge com o povo para o templo de Jerusalémâ€. E adianta: “Acolhei-me tal como acolhestes, ao longo dos séculos, os meus predecessores, o último dos quais foi o nosso tão amado senhor D. António Monteiroâ€. Na sua homilia o novo pastor deste território eclesial realçou que a diocese de Viseu “é uma Igreja viva, rica de fé, herdeira de um património espiritual, enraizada numa tradição religiosa secular. É para mim uma graça e motivo de são orgulho estar inserido nesta árvore frondosa e poder participar da sua linfa vitalâ€. Nesta viragem epocal, marcada por mutações culturais profundas que levam “a viver a fé num contexto novo e, nalguns aspectos, inédito, como sejam: o pluralismo social, cultural e religioso, a confusão de valores, a cultura do vazio e do efémero, a indiferença religiosa, a perda da memória cristã, o analfabetismo religiosoâ€, D. António Marto salienta que “tudo isto tem provocado a erosão interna da fé de muitos cristãos, reduzindo-a a uma religiosidade vaga e superficial, a uma realidade repetitiva, sem encanto nem beleza, sem frescura, sem alegria, sem entusiasmoâ€. Para o pastor de Viseu, o pior que pôde acontecer ao cristianismo “foi ter-se perdido a dimensão mÃstica da fé, reduzindo-a a um moralismo, a uma lista de deveres, obrigações e proibições ou a um mero humanismo simpático. Ora, quando se resume a fé a coisas ou a um fardo não se lhe encontra beleza nem se lhe descobre encantoâ€. Em tempo de festa, o prelado de Viseu adianta que “não são as análises pessimistas que melhoram o mundo. Nem basta um apelo genérico aos valores, à legalidade e à educação para a cidadania para fazer com que as coisas corram melhor. É preciso uma visão (pro)positiva e uma vida rica de qualidade espiritual para enfrentar com energia e coragem os problemas do quotidiano e as inquietações da humanidade no inÃcio deste novo milénioâ€. E finaliza: “não há qualidade de vida sem vida espiritual de qualidade. Por isso, a santidade de vida é a realidade mais necessária para a qualidade humana da sociedade, das relações entre as pessoas e os povos, para uma autêntica humanização do mundoâ€. NotÃcias relacionadas •Ir ao coração da fé •A Igreja não é uma sociedade anónima Diocese de Viseu Share on Facebook Share on Twitter Share on Google+ ...