Nacional

Escuteiros sensíveis aos incêndios florestais

Diário do Minho
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De forma a evitar a ocorrência de incêndios, os responsáveis pelo ACAREG 2005 elaboraram um regulamento que foi distribuído pelos respectivos chefes dos agrupamentos participantes. A maioria dos pontos são comuns ao Decreto Lei 156/04, publicado em 30 de Junho. Mas, as circunstâncias impossibilitam a aplicação integral do mesmo, já que não é possível abdicar do uso de fogões para a confecção dos alimentos. Os petromax’s também serão usados se necessário, porque o Acampamento dispõe de zonas iluminadas. Assim, a confecção de alimentos deve ser realizada longe da vegetação, e depois de limpa a manta morta num raio de três metros do local onde está instalado o fogão. Este deve ser colocado em cima de material não inflamável, tal como uma caixa de madeira com dez centímetros de profundidade. Para isso, cada patrulha dispõe de um balde de areia ao lado do fogão. Durante o ACAREG 2005, os fumadores passarão um “mau bocado”. É que o fumo de tabaco no Acampamento está absolutamente proibido, excepto na arena principal, um descampado onde se realizam as actividades comuns aos 2186 participantes inscritos. Mesmo assim, as pontas de cigarro não deverão ser depositadas no chão. Por outro lado, a utilização de fósforos e isqueiros também obedece a normas. Os primeiros não devem ser atirados para o chão, mas colocados nos recipientes para o lixo ou então de volta dentro da caixa. O uso de isqueiros também deve ser evitado, especialmente onde o risco de ignição seja considerável. Além destas regras de segurança, existem no Acampamento dois extintores na tenda da chefia de cada campo, bem como um técnico Superior de Segurança permanente. O ACAREG 2005 também conta com um posto de socorros permanente da Cruz Vermelha de Macieira de Rates. Os socorristas destacados para o local disseram ao Diário do Minho que aconselham a quem participa, neste género de actividades a utilização de calçado apropriado. Os cuidados de higiene também são importantes. Durante a manhã de ontem, os socorristas Carlos Brito, Josselina Oliveira e Elizabete Araújo já tinham tratado de algumas feridas e bolhas que apareceram, no decorrer da montagem do acampamento, nos pés e nas mãos dos escuteiros. «Trata-se de uma situação perfeitamente normal. Feridas, dores nas articulações ou queimaduras do sol por causa das caminhadas são as principais queixas apresentadas pelas pessoas nestas circunstâncias», explicaram os técnicos. Os socorristas montaram uma tenda gigante, que funciona como um posto de primeiros socorros. Por sua vez, a ambulância está equipada com material de imobilização, reanimação e tratamento de queimaduras. «Apesar disso, esperamos que nada de grave aconteça, dado que neste tipo de actividades as pessoas são disciplinadas e preparadas para evitar riscos desnecessários», contou Carlos Brito, que acrescentou que «no ano passado, a situação mais grave reportou-se a um deslocamento de uma clavícula».


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