Nacional

Évora aposta no Património Religioso

Octávio Carmo
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Alertar a comunidade eclesial para o valor do património histórico-artístico e religioso da Arquidiocese de Évora foi o mote para a acção de formação/promovida pelo Instituto Português de Conservação e Restauro e pela Comissão Diocesana dos Bens Culturais da Igreja. O Pe. Fernando Marques, desta Comissão, explica à Agência ECCLESIA, manifesta a sua satisfação perante a atenção que tem merecido a valorização catequética e pastoral do património, “que é vivo”. Os mais de 80 participantes, entre os quais muitos dos párocos locais, receberam ontem informação sobre o projecto de inventariação da Arquidiocese, a cargo de Artur Goulart, também da comissão diocesana. O projecto “vai permitir conhecer e dar a conhecer uma parte significativa de um que é uma das marcas mais valiosas da nossa identidade cultural” e tem como primeiro grande objectivo “conhecer e estudar os acervos das igrejas, capelas, seminários e instituições religiosas das 158 paróquias da Arquidiocese de Évora”. Este projecto já completou o inventário no Concelho de Évora e decorre durante o biénio 2005/ 2006 nos Concelhos de Vila Viçosa, Borba, Redondo, Alandroal e Mourão, estimando-se a inventariação de 20.000 peças. “Esta Arquidiocese é a maior do país, com 24 Concelhos que abrangem partes de quatro Distritos”, explica o Pe. Fernando Marques, exemplificando as dificuldades que se levantam Os trabalhos deste encontro foram dominados pela apresentação de “boas práticas de preservação” no que diz respeito à pintura, escultura e talha, metais/ ourivesaria, têxteis, obras em papel/ livros e mobiliário. Admitindo que há um esforço monetário muito grande a fazer no campo do restauro, o Pe. Fernando Marques apela ao aproveitamento de subsídios comunitários ou da Lei do Mecenato e lembra que “há muitas coisas que todos podem fazer”, mesmo sem dinheiro. “Não é possível restaurar tudo ao mesmo tempo, mas é possível fazer pequenas intervenções, todos os anos”, conclui.


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