Nacional

Fátima: Cardeal de Boston encerrou simpósio de preparação para o centenário das aparições

Agência Ecclesia
...
Fatima.pt
Fatima.pt

D. Sean O´Malley defendeu necessidade de transformar sociedade fixada nas «celebridades»

Fátima, Santarém, 27 jun 2016 (Ecclesia) - O cardeal norte-americano Sean O´Malley, arcebispo de Boston, encerrou este domingo o simpósio teológico-pastoral promovido pelo Santuário de Fátima para preparar o centenário das aparições na Cova da Iria (1917-2017).

“Jesus veio ao mundo para salvar e não para instruir. Se só ensinarmos doutrina e história e não ensinarmos a rezar seguiremos Cristo de longe e não seremos discípulos”, declarou o responsável, na conferência ‘Igreja ao serviço da plenitude da vida’ que proferiu no centro Pastoral Paulo VI, em Fátima.

O arcebispo de Boston, um dos membros do Conselho de Cardeais que o Papa criou para o aconselhar, sustentou que a Igreja precisa de “transformar cristãos secularizados em apóstolos comprometidos”, combatendo assim a crise de valores que afeta em particular os mais jovens.

“Num mundo marcado pela fama, em que os heróis foram substituídos por celebridades, com vidas frívolas e superficiais; numa cultura viciada pelo entretenimento os nossos jovens precisam ser ensinados”, referiu, numa intervenção citada pela página oficial do Santuário de Fátima.

D. Sean O´Malley realçou, por isso, que as comunidades católicas devem formar “discípulos e não admiradores” de Jesus.

“É urgente criar uma civilização do amor que valorize o essencial”, destacou.

No final dos trabalhos, o bispo de Leiria-Fátima, D. António Marto, convidou os participantes a preparar-se para a celebração do centenário das aparições, em particular para “acolher o peregrino por excelência do próximo ano”, que será o Papa Francisco.

Já o reitor do Santuário de Fátima, padre Carlos Cabecinhas, afirmou que os trabalhos dos últimos dias promoveram “uma clara valorização do dom da vida”.

“Uma das ideias chave deste simpósio, tão rico, diversificado e abundante, tem a ver com a relevância do dom da vida que nos é concedido: um dom que é necessário acolher, celebrar  e que deve ser sentido como um estímulo para fazer da nossa vida um ponto de atenção aos outros”, disse aos jornalistas.

OC



Fátima